Blog do João Nunes da Silva: refletindo com a Sociologia.
   


Free Blog Content

   
Histórico
Categorias
Todas as mensagens
pensadores
vale á pena conferir
Pensamentos
sociólogos brasileiros

Outros sites
UOL - O melhor conteúdo
caros amigos
google
unitins
ulbra-to
agencia carta maior
carta capital
adoro cinema
curtas
curriculo lattes
youtube
homenagem as vitimas do iraque
denuncia o senhor da guerra
lei 5.536 AI 5
artigos e periodicos cientificos - scielo
reporter brasil
dominio publico - material pesquisa
boletim de comunicação e cultura
bblioteca digital da unicamp
poscom ufba
blog informativo o social-Michelle
blog do professor mauricio
Blog.doc
aruanda
adital
blog do L. Nassif
Brasil de fato
OLHAR CRÍTICO- novo blog do João Nunes
Blog da Angelina Aragão
coach social - Prf. Edson
Cidadania.com
REVISTA CONTEMPORÂNEA-POSCOM
REVISTA e-compós

Votação
Dê uma nota para meu blog

 


Obama: um novo tempo!

                       

O dia 05 de novembro é, sem dúvida, um dia histórico, pois, marca a vitória de Barack Obama para Presidente dos EUA, o que  representa muito para todo o mundo. Após oito anos da desastrosa gestão de George W Bush, agora temos a possibilidade de um novo tempo para todos os americanos e, conseqüentemente, para o mundo. O fato do novo representante da Casa Branca ser um imigrante, negro e de origem pobre, sinaliza que os americanos têm, de alguma forma, repensado seus conceitos sobre política, questão do racismo, democracia, entre outros. 

Agora temos um republicano na Casa Branca, cujos desafios não são dos menores, especialmente frente a uma crise econômica cujas conseqüências podem ser avassaladoras não só para os Estados Unidos, mas para todos os países. É verdade que não se tem praticamente nada concreto do que Obama fará frente a questões como: o caos financeiro, o desastre da inconseqüente  guerra do Iraque, os problemas  relacionados à saúde ( que é vergonhoso para um país que se coloca no topo do mundo), bem como não se sabe o que o novo Presidente americano fará frente a política belicista adotada até então pelos governos anteriores.

Todavia, percebe-se que Obama se mostra sensível à realidade e, também, demonstra capacidade de dialogo, inteligência e abertura para discutir e tratar dos temas mais polêmicos possíveis. Enfim, a vitória de Obama marca a esperança para todos os povos.



Escrito por João Nunes da Silva às 11h47
[] [envie esta mensagem] []






Escrito por João Nunes da Silva às 10h24
[] [envie esta mensagem] []




DESVENTURAS DA NOSSA EDUCAÇÃO

Dias atrás ministrei aula para uma turma de Pós-Graduação e, na oportunidade, pude , mais uma vez, constatar como a educação no nosso país tem se tornado muito mais um negócio do que algo indispensável para conhecer e desenvolver a capacidade critica e reflexiva. Num dos momentos de trabalho, pedi aos estudantes que fizessem a leitura de um texto e, em seguida, respondessem a uma questão, a partir do texto. Com poucos minutos, para surpresa minha, alguns alunos se reuniram e reclamaram que o texto estava difícil de mais, de modo que não iriam perder tempo com o mesmo..

Diante da situação,perguntei o que é um texto difícil, pois, pensei que estivesse trabalhando com pessoas que já fizeram uma graduação, bem como, esperava que todos fossem adultos,mas, pelo visto, alguns só acumularam anos de vida, sem perceberem que a vida passa por eles.

Diante de tal realidade, retornei prá casa extremamente decepcionado e, também, indignado. Afinal de contas, para que se estuda? Indaguei a mim mesmo na esperança de encontrar alguma resposta. Acredito que se estudar significa acumular  anos de estudos e, por sua vez, títulos (pois alguns acreditam que quanto mais título, mais inteligente e poderoso), então, não faz muito sentido tanta dedicação.

Na verdade, estudar, acredito, é muito mais do que se fazer presente em sala de aula, como também, não é um diploma que faz alguém ser inteligente, poderoso e conhecedor de tudo.

 Se o hábito faz o monge, talvez essa lógica não se aplique a quem vai a escola ou a universidade simplesmente para obter um diploma. Nesse caso, fazer um curso superior, não significa muito, principalmente se o aluno não tem nenhuma preocupação em aprender de maneira que saiba refletir, problematizar e construir um raciocínio lógico sobre algo. Contudo, mais uma vez, se o hábito faz o monge, fazer um curso simplesmente por um diploma significa, conseqüentemente, fazer-se medíocre; e, portanto, um mero reprodutor de um sistema social e econômico excludente, de modo que o título do monge se apresenta acima da sua capacidade para seu uso.

Quem faz algum curso pensando simplesmente num diploma está, concomitantemente, assinando o seu atestado de ignorante, bem como, está totalmente alheio aos verdadeiros conhecimentos e aos problemas da sociedade. A pessoa que não se preocupa com um conhecimento aprofundado, critico e coerente, conclui um curso sem mesmo saber o nome das disciplinas que esteve matriculado, da mesma forma que assina agrecividade em vez de agressividade. E, por falar nisso, não deixa de ser uma agressividade ao mundo um sistema de ensino fundamentado na lógica mercantilista, onde o aluno, em vez de ser um educando, passa a ser um cliente, o que muda totalmente o mérito da questão.

Educação não combina com dinheiro, se contrário fosse verdade, estaríamos numa sociedade perfeita, pois o que tem de faculdades espalhada pelo país afora e , por sua vez, de cursos superiores, já seria suficiente para resolver todos os problemas que se encontra do país. Mas, o que esperar de um estudante de medicina que compra sua vaga na faculdade? Da mesma forma, como confiar num profissional que passou sua vida copiando ou comprando trabalhos prontos? Como aceitar plágio como trabalho científico? E como se pode ter um profissional que julga textos fáceis e textos difíceis para poder estudar? Como confiar num profissional que durante sua vida acadêmica nunca leu sequer uma página de um texto, ou que durante toda a sua graduação leu no máximo um livro?

Bom, se eu fosse colocar aqui as questões relacionadas ao desafio de ser professor hoje, certamente o espaço não seria suficiente.

Acredito que estudar não é brincadeira, principalmente quando se fala de curso universitário. Sei muito bem que existem estudantes maravilhosos, pelos quais justifico minha prática profissional. Entretanto, um modelo educacional formal que se baseia simplesmente na ânsia pelo lucro fácil, certamente, constitui numa maneira de reproduzir cada mais profissionais ignorantes, totalmente alheios as necessidades do conhecimento puro e verdadeiro.

A nossa sociedade está repleta de profissionais medíocres, cujo mercado se encarrega de expurgá-los, com exceção, evidentemente, dos apadrinhamentos, dos sistemas de clientelismo, típico de uma estrutura patrimonialista, impregnado desde a colonização. Em outros termos, significa o maldito jeitinho brasileiro, cujo principio é tirar proveito de tudo, mesmo que se esteja totalmente errado.



Escrito por João Nunes da Silva às 08h44
[] [envie esta mensagem] []




doc debate



Categoria: vale á pena conferir
Escrito por João Nunes da Silva às 19h59
[] [envie esta mensagem] []




A internet e seu uso

         A internet é uma realidade na vida de muitas pessoas, de modo que algumas não conseguem sequer passar um dia sem acessar seus sites preferidos, como é o caso dos jovens, os quais são os principais navegantes da rede. Há inclusive aqueles que não conseguem sair da frente do computador, pois sua vida parece conectada unicamente ao mundo da web. Nesse caso, temos os webmaniacos.

Será que a internet deixa as pessoas alienadas, a ponto de esquecerem do mundo material no qual estão inseridas? Afinal, a internet é boa ou é má?

Na opinião de Mark Bauerlein, professor da Universidade de Emory, nos Estados Unidos, a internet não é tão boa quanto se possa pensar, pois, ela tem deixado as pessoas mais burras. O professor é taxativo, para ele , “é preciso tirar os jovens da rede para que passem mais tempo com os pais,  e, assim, fiquem mais inteligentes”. As considerações de Bauerleim, que não deixam de ser provocativas, são baseadas em dados como, por exemplo, “em 2001, 52% dos teens americanos não sabiam que a União Soviética foi aliada dos EUA na 2ª Guerra Mundial”. Outro dado é que o jovens de 15 a 24 anos lêem só  8 minutos por dia (será que no Brasil chegamos a isso? Se for já é considerável), mas passam 4 horas vendo TV.

Em sua opinião a realidade tem demonstrado que os jovens tem passado mais tempo na internet do que no convívio com a família, com isso ficam cada vez mais alienadas, tendo em vista que passam o tempo somente em site de relacionamentos, enquanto que   a leitura de livros, jornais e revistas é uma coisa rara, especialmente  entre os adolescentes.

A falta de convivência com os pais ou com outros adultos deixam os jovens internautas ignorantes frente à realidade que os cerca, alega o professor Bauerlein. Sem dúvida, a preocupação apontada pelo professor é importante, pois trata de algo que é concreto em nossos dias, isto é, muitos jovens tem trocado a família e a escola pela web, mais precisamente pelos sites de relacionamentos, como o Orkut, entre outros.A culpa , então, está na internet?

A questão não é considerar a internet como extremamente negativa. Assim como muitos pensavam que, no auge da televisão, por exemplo, a TV era um grande problema, também se faz o mesmo em relação à internet. Portanto, colocar a culpa na web por tudo, não deixa de ser uma ignorância ou, no mínimo, ingenuidade. A questão é, como estamos usando a internet? E, em relação aos pais, será que não estão usando a internet como a nova babá dos seus filhos?

Como diz um velho ditado popular, “tudo de mais é veneno”. Ou seja, deixar os adolescentes totalmente a mercê de suas vontades na web, sem que se faça nenhum acompanhamento, com certeza, os problemas virão. Não é por acaso que já foram pegos jovens utilizando a web para aplicar golpes, extorquir pessoas, além de outras ações criminosas.

Na sociedade da informação, na qual vivemos, a internet consiste numa importante ferramenta de relacionamentos, mas não somente para isso, pois, pesquisas importantes podem ser feitas com apenas um clique. Há uma gama de sites de institutos de pesquisas, revistas especializadas, artigos, eventos, entre outras oportunidades para ampliar o conhecimento; evidentemente que isto serve para quem estar interessado de fato em aprender.

Considerando a web como um meio de educação, não faltam opções para realização de estudos e de pesquisas na rede, todavia, percebe-se ainda que uma grande maioria prefere o famoso Control C e Control V para fazerem seus trabalhos escolares. Há inclusive uma variedade de sites picaretas os quais vendem trabalhos prontos na web, inclusive monografias. Quer dizer, assim como na sociedade de modo geral existem pessoas honestas e pessoas desonestas, na web não poderia ser diferente. Assim, cabe ao internauta fazer a filtragem do que considera sério para que não seja enganado.

Na verdade a web é um ambiente no qual muitos podem ganhar com comunidades e pesquisas. Não é o caso de condenar a internet, mas sim, de saber usá-la. Como afirma o filósofo David Weinberg(Superinteressante, edição 256, set 2008) “a internet permite que as pessoas discutam e, assim, compreendam melhor o mundo”.



Escrito por João Nunes da Silva às 21h01
[] [envie esta mensagem] []




Tortura e ditadura

Na folha de São Paulo de hoje, 12-08-2008, destaca-se uma importante reportagem acerca dos crimes cometidos pelos militares, na época da Ditadura, instalada de 1964 a 1985. Trata-se de uma discussão que já vem a muito tempo, que é a abertura dos arquivos da ditadura e a punição dos torturadores.

A tortura foi institucionalizada e praticada com todo o rigor pelos militares e por aqueles que a apoiavam  na época. Assim, nada mais justo do que discutir essa questão e colocá-la a limpo.

O Brasil é um país em que os crimes de tortura até hoje não tiveram  punição; é como se tudo o que fizeram: assassinatos, torturas, estupros, humilhações, desaparecimentos de presos políticos, não significasse nada. Como destacam os juízes que defendem a abertura e a discussão do caso, "Crimes de tortura não são crimes políticos e sim, crimes de lesa-humanidade."

É preciso que todos saibam o que fizeram os militares em nome da lei e da ordem, de modo que, para isso, é necessário urgentemente que os arquivos da ditadura sejam abertos.  O País não pode ser conivente com crimes contra os direitos humanos. Se  defendem a não discussão da questão, evidentemente que não se demonstram arrependimentos, isto é, aqueles que alardeiam contra essa discussão estão, na verdade, demonstrando o apoio a toda prática horrenda instituída pelos militares golpistas. Para ler a matéria, clique AQUI e aquí para ver mais nesse blog.



Escrito por João Nunes da Silva às 09h32

[] [envie esta mensagem] []




burocracia e impessoalidade

A burocracia consiste numa forma de poder, de modo que, por seu intermédio se mantém os sistemas de dominação e de subordinação numa sociedade baseada na racionalidade industrial. Oxalá que a burocracia fosse de fato mais utilizada para prática do bem, de modo que todos pudessem viver com dignidade e sem medo de ser e de expressar suas idéias, angustias , decepções e sonhos.

A sociedade moderna está cada vez mais presa a racionalidade instrumental, a qual se evidencia nas diversas instituições e organizações sociais cujos interesses estão voltados para o prazer imediato, que se traduz na busca pelo lucro, no consumismo e na vulgarização dos valores básicos do ser humano (liberdade, vida, por exemplo).

 Igualmente, nega-se o ser humano como sujeito, isto é, em troca do seu mais íntimo ser, de sua subjetividade, tem-se este como objeto de uso e de exploração, o que , por sua vez, se mostra claramente nas relações de trabalho estabelecidas nas diversas instituições e organizações.

É por meio da burocracia que o sistema estabelecido cria suas raízes e se perpetua, o que se dá principalmente pela aplicação de modelos educacionais tradicionais, baseados numa metodologia totalmente voltada para construir nos indivíduos a ilusão de que estão aprendendo de fato algo que contribua para a sua liberdade e para a realização de seus sonhos.

Desde as primeiras fases de vida escolar até a universidade é dado prioridade a uma metodologia da negação do sujeito, especialmente quando o aluno é obrigado cursar disciplinas estritamente técnicas, o que não seria problema se contribuíssem de fato para o conhecimento que chamo verdadeiro, isto é, que possibilite na pessoa a capacidade de refletir, questionar e de criar a partir dos contextos sociais em que possam se encontrar. Tal educação que prioriza a técnica é tipicamente linear, cartesiana e positivista.

É triste quando percebemos em profissionais e estudantes universitários, até mesmo de especialização, mestrados ou doutorados, a incapacidade de refletir sobre determinados temas relacionados à política, a cultura e a sociedade. Vê-se unicamente uma preocupação com o fazer para ganhar, ou seja, para lucrar. Tornou-se lugar comum o uso de técnicas para isso ou para aquilo, o como fazer.

Qualquer tentativa de reflexão é tida como perda de tempo, de modo a não perceberem, por sua vez, que adotam um comportamento programado, vazio e carente de vida própria, o que, conseqüentemente refletem nas relações sociais. Vejo com bastante preocupação como são formados os profissionais, os quais são despejados no mercado sem a menor capacidade para pensar criticamente, problematizar e para buscar soluções em conjunto a partir de discussões à luz da filosofia, da sociologia e da antropologia.

O resultado concreto desta nefasta formação está nas relações de trabalho cada vez mais degradantes, desumanas e impessoais. Isto mesmo, predomina nas organizações empresariais, seja pública ou privada, a impessoalidade, ou melhor dizendo, a falta de vida própria, o que se revela nos comportamentos, especialmente quando impera o silêncio frente a determinadas injustiças, nas fofocas e na briga por algum lugar na hierarquia burocrática.

Diante de tal realidade, é de se perguntar: a quem interessa tal situação? quem se beneficia com essa sociedade impessoal,padronizada e acrítica? Evidentemente que a maioria sai no prejuízo, como se percebe na falta de educação critica e de qualidade, na pobreza cada vez mais escancarada, na corrupção e na busca de favores individuais, nos políticos desacreditados e na ambição pelo lucro e pelo consumo fáceis. Tudo isso não deixa de ser a negação humana.

Tal realidade se mostra ridícula, favorável aos poderosos economicamente, conseqüência concreta daquilo que a ditadura implantou por meio de suas práticas execráveis como as torturas, a censura e a implantação e de modelos tecnicistas de educação e de administração.



Escrito por João Nunes da Silva às 22h25

[] [envie esta mensagem] []




como se criminaliza um movimento social

Se o trabalhador tem alguma coisa garantida na lei, é graças às lutas dos movimentos sociais, como é o caso do MST. A idéia de latifúndio, por exemplo, passou a integrar na lei a partir dos movimentos em torno da terra. Se os movimentos sociais, como o MST , fossem impedidos de existir por força da lei estaríamos, com certeza, admitindo a volta da ditadura. Quem sabe da historia não esquece, por exemplo, o AI 5, na época da ditadura, que impediu toda forma de organização popular, além de institucionalizar as práticas de tortura. Veja a entrevista do promotor que defende o fim do MST e faça seus comentários.

 



Escrito por João Nunes da Silva às 21h35
[] [envie esta mensagem] []




Paulo Freire

                       

Paulo Freire Nasceu em Recife em 1921 e faleceu em 1997. Escritor e debatedor, além de militante em favor das causas populares. Freire é considerado um dos grandes pedagogos da atualidade e respeitado mundialmente. Em uma pesquisa no Altavista encontramos um número maior de textos escritos em outras línguas sobre ele, do que em nossa própria língua.

O seu maior legado foi ter criado um método próprio de alfabetização de adultos, que recebeu o seu nome. Trata-se de uma metodologia critica voltada para a realidade na qual o alfabetizando se encontra. Considerava-, portanto, que não faz sentido uma escola desvinculada da realidade, a qual ignora totalmente todo o saber, a historia e acultura dos educandos.

Para esse sociólogo,

 

O movimento para a liberdade, deve surgir e partir dos próprios oprimidos, e a pedagogia decorrente será " aquela que tem que ser forjada com ele e não para ele, enquanto homens ou povos, na luta incessante de recuperação de sua humanidade". Vê-se que não é suficiente que o oprimido tenha consciência crítica da opressão, mas, que se disponha a transformar essa realidade; trata-se de um trabalho de conscientização e politização. A pedagogia do dominante é fundamentada em uma concepção bancária de educação, (predomina o discurso e a prática, na qual, quem é o sujeito da educação é o educador, sendo os educandos, como vasilhas a serem enchidas.

 

Paulo Freire percebia a sociedade dividida em classes, cujo sistema educacional formal é estruturado para reproduzir as desigualdades sociais.daí sua preuocupação em uma “pedagogia libertadora”.

Obras

A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 1961.
Conscientização e alfabetização: uma nova visão do processo. Estudos Universitários – Revista de Cultura da Universidade do Recife. Número 4, 1963: 5-22.
Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967.
Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1970.
Educação e mudança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1979.
A importância do ato de ler em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora, 1982.
A educação na cidade. São Paulo: Cortez Editora, 1991.
Pedagogia da esperança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1992.
Política e educação. São Paulo: Cortez Editora, 1993.
Cartas a Cristina. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1974.
À sombra desta mangueira. São Paulo: Editora Olho d’Água, 1995.
Pedagogia da autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1997.
Mudar é difícil, mas é possível (Palestra proferida no SESI de Pernambuco). Recife: CNI/SESI, 1997-b.
Pedagogia da indignação. São Paulo: UNESP, 2000.
Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez Editora, 2001.



Categoria: sociólogos brasileiros
Escrito por João Nunes da Silva às 11h48
[] [envie esta mensagem] []




Octávio Ianni

                       

Octavio Ianni (Itu, 1926 — São Paulo, 4 de abril de 2004) foi um sociólogo brasileiro.

Graduado na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP) em Ciências Sociais onde fez também o mestrado e doutorado, foi um dos fundadores do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). Aposentado compulsoriamente, teve seus direitos políticos cassados pelo AI-5 em 1969. Somente voltou a lecionar no Brasil em 1977 na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Exerceu sua profissão também no México, Estados Unidos, Espanha e Itália.

Faleceu de câncer em São Paulo aos 77 anos no dia 04 de Abril de 2004.

Foi um dos importantes sociólogos do Brasil, tendo contribuido significativamente com seus estudos sobre a realidade brasileira, globalização, Estado, entre outros temas.

Obras

·         Cor e mobilidade social em Florianópolis, 1960 (em colaboração) ·         Homem e sociedade, 1961 ·         Metamorfoses do escravo, 1962 ·         Industrialização e desenvolvimento social no Brasil, 1963 ·         Política e revolução social no Brasil, 1965 ·         Estado e capitalismo no Brasil, 1965

·         O colapso do populismo no Brasil, 1968 ·         Estado e Planejamento Econômico no Brasil, 1971 ·         A formação do Estado populista na América Latina, 1975  ·         Imperialismo e cultura, 1976 ·         Escravidão e racismo, 1978 ·         A ditadura do grande capital, 1981 ·         Revolução e cultura, 1983

·         Classe e nação, 1986 ·         Dialética e capitalismo, 1987 ·         Ensaios de sociologia da cultura, 1991 ·         A sociedade global, 1992 ·         Teorias da Globalização, 1996



Categoria: sociólogos brasileiros
Escrito por João Nunes da Silva às 10h56
[] [envie esta mensagem] []




Sociologia e Filosofia nas escolas

Na última segunda feira, 02 de junho de 2008, o presidente Luis Inácio Lula da Silva sancionou a lei que torna obrigatória a Sociologia e a Filosofia no ensino médio. As referidas disciplinas foram banidas das escolas desde 1971, pelo governo da Ditadura Militar. Desde então, tem sido intensiva a luta de sociólogos e filósofos para que essas disciplinas retornassem às escolas. Agora é Lei, a Sociologia e a filosofia são obrigatórias no ensino médio.

É importante que todos saibam as razões que levaram os militares retirarem as duas disciplinas. Na verdade, a Sociologia e a Filosofiaa são fundamentais para todos os estudantes, especialmente por se caracterizarem por estimular o senso crítico, a discussão, e a reflexão sobre as diferentes questões da sociedade. Por isso, essas disciplinas não eram tidas com bons olhos pelos militares, tendo em vista que precisavam de pessoas capachas, submissa, afáveis aos interesses e manipulações da elite que se beneficiava da miséria da maioria da população.

A sociologia e a Filosofia eram vistas como perigosas isto mesmo, como “coisa de comunistas”, pelo fato de favorecerem ambientes e espaços para discussões e reflexões acerca dos diversos problemas do Brasil, como: a pobreza, a exclusão, a ditadura, a miséria, a falta de condições de saúde, educação e moradia dignas, a violência, entre outros.

Com a retirada da Sociologia e da Filosofia das escolas, os militares impuseram a Educação Moral e Cívica e OSPB – Organização Social Política do Brasil, disciplinas estas de cunho patriótico, que não ofereciam espaços para teorias críticas e, conseqüentemente, oportunidade para contextualizar com a realidade brasileira.

Agora, fazem-se necessários professores qualificados, formados em ciências sociais, com habilitação para ensinar a ambas as disciplinas nas escolas. Igualmente, vale ressaltar que não se trata de mais uma disciplina simplesmente para preencher carga horária de professor, mas sim, é preciso um profissional com a qualificação e a competência exigida.

No Brasil existem várias faculdades e universidades que formam profissionais com bacharelado e licenciatura em ciências sociais, com condições para atuar nas diversas escolas, cito, por exemplo, a Universidade Federal da Paraíba – UFPB, a Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, a Universidade de São Paulo – USP, a Universidade Federal de Santa Catarina –UFSC, a Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, a Federal do Rio Grande do Norte, a Universidade de Brasília – UNB. Em suma, praticamente em todas as federais do país encontramos curso de Sociologia.

 No Tocantins a sua Universidade Federal – UFT, oferece o curso de ciências sociais no município de Tocantinópolis, no Bico do Papagaio, que habilita profissionais para ensinar Sociologia, Antropologia e política, 

Sem sombra de dúvidas, o retorno da Sociologia ao ensino médio é uma vitória de todos aqueles que acreditam num país melhor e que primam por uma educação crítica e de qualidade, o que não significa uma educação meramente técnica, como tem sido a tônica do ensino superior no Brasil.



Escrito por João Nunes da Silva às 21h38

[] [envie esta mensagem] []




Gilberto Freyre

                       

Gilberto de Mello Freyre (1900 – 1987) nasceu em Recife – Penambuco. Filho de Alfredo Freyre, juiz e catedrático de Economia Política da Faculdade de Direito do Recife e de D. Francisca de Mello Freyre. Descendente de indígenas, espanhóis, portugueses e neerlandeses. Foi Sociologo, antropólogo, escritor e pintor.

Foi um dos sociólogos que deixou sua marca na analise da sociedade brasilieira. Assim como Raimundo Faoro, Fernando Azevedo, Sergio buarque de Holanda, Celso Furtado, entre outros, sua obra é indispensável para a compreensão da formação do Brasil e de suas contradições.

 A partir de sua principal obra: Casa grande e Senzala, imprimiu a idéia de que no Brasil não havia preconceito, tendo em vista que negros, brancos e índios convivem pacificamente. Essa sua posição foi fortemente questionada por sociólogos como Florestan Fernandes e seus seguidores: Fernando Henrique Cardoso, Octávio Ianni, entre outros, os quais passaram a chamar tal idéia de mito da democracia racial no Brasil, uma vez que a realidade tem demonstrado cada vez mais como o preconceito se apresenta no nosso país, especialmente em relação aos afro-descendentes e aos índios. A prova concreta é que a maioria dos negros e índios ainda sofrem pela falta de oportunidades de trabalho, salarios baixos, discriminação e varias formas de humilhação e de exploração.

Obras

·                    Casa-Grande & Senzala, 1933.

·                    Sobrados e Mucambos, 1936.

·                    Nordeste (livro), 1937.

·                    Assucar, 1939.

·