 |
curso

Escrito por João Nunes da Silva às 20h17
[]
[envie esta mensagem]
[link]
O trote e a estupidez humana
João Nunes da Silva. Doutorando em Comunicação, Mestre em Sociologia, Especialista em EAD e professor Universitário. E-mail: jnunes7@uol.com.br Há tempos que tenho me convencido que o ser humano é uma empresa complexa, quando não, irremediável. Há quem acredite que o homem é a imagem e semelhança de Deus. Tal afirmação, por si só, já demonstra o grau de ignorância da espécie humana, quando confunde humano com divino, entre outras coisas. E, por falar em confusão, quero me referir aqui à confusão que determinados indivíduos fazem no que diz respeito aquilo que poderia se rum ritual de passagem pacífico, tranqüilo, capaz de aproximar e integrar as pessoas de um grupo, no caso, estudantes veteranos com estudantes novatos, por exemplo, mas, que, por sua vez, em determinados casos, não passam de atitudes irresponsáveis, violentas, e , muitas vezes, perigosas. Refiro-me, evidentemente ao trote, mais precisamente o trote estudantil. Essa é uma prática que tem sua origem na Idade Média e surgiu como forma de separar os alunos veteranos dos calouros, os quais eram proibidos de assistirem aulas nas respectivas salas, o que o obrigavam a ficarem em seus vestíbulos; daí o termo vestibular. Pois bem. O famoso trote estudantil que conhecemos hoje nasceu baseado em práticas medievais e, por sua vez, continua com o mesmo princípio, ou seja, é separatista,desrespeitoso e muitas vezes perigoso. A finalidade dos trotes, em geral, embora se diga que é uma maneira de festejar e de integrar os estudantes novatos ao ambiente universitário e ao grupo social dos veteranos, não apresenta nada de aglutinador, algo que lembre os idéias humanistas e profissionais, capaz de favorecer o surgimento de uma sociedade equilibrada e pacífica. O Trote é uma prática que há muito tempo trem sido questionada por diversos setores da sociedade, inclusive por estudantes, intelectuais, políticos, escritores, profissionais em geral, entre outros. Questiona-se o trote principalmente quando se tem notícias de excessos dessa pratica que tem culminado com mortes, agressões, denuncias de maus tratos, entre outros problema. No caso de mortes, ficaram famosos os casos do estudante de medicina Edison Tsung Chi Hsueh , encontrado morto em 22 de fevereiro de 1999, numa piscina da Faculdade de Medicina da USP após ter sido obrigado pelos veteranos a pular na água. Em 1980 Carlos Alberto de Souza, de 20 anos, calouro do curso de jornalismo da Universidade de Mogi da Cruzes (SP), morreu de traumatismo cranioencefálico, resultante das agressões praticadas por estudantes veteranos. Em 1990 George Mattos, de 23 anos, calouro do curso de Direito da Fundação de Ensino Superior de Rio Verde (GO), morreu de uma parada cardíaca quando tentava fugir de veteranos que iam lhe aplicar um trote. Recentemente, em 10 de fevereiro de 2009, o "bixo" (como é chamado pelos veteranos o estudante calouro) Bruno César Ferreira, de 21 anos ia começar o curso de veterinária da Faculdade Anhanguera, em Leme, interior de São Paulo. Além de ser obrigado a ingerir bebidas, e ter entrado em coma alcoólico, o calouro também teve de rolar em uma lona com animais mortos e fezes em decomposição. “Eles esfregaram na gente. Fizeram a gente rolar numa lona com aquilo e ingerir pinga”, conta ele. Tal fato teve grande repercussão na imprensa nos últimos dias.Tem se percebido que algumas faculdades procuram criar uma nova concepção de trote, o trote solidário, que consiste em incentivar praticas como doação de sangue, alimentos, entre outras ações de apoio as instituições sociais diversas como asilo, orfanatos, institutos, etc. sem dúvida, é uma ótima forma de mostrar que é possível festejar de fato a chegada dos calouros à Universidade. Mas, por que razão o antigo trote, aquele desrespeitoso ainda persiste em nossa sociedade, coisa que seguramente deve ser banida, principalmente por partir de futuros profissionais que em pouco tempo poderão estar a nossa frente, nos atendendo como médicos, engenheiros, farmacêuticos, jornalistas, por exemplo? Você leitor, por exemplo, gostaria de ser atendido por um profissional que participou de um trote violento, tendo humilhado seu colega ou até mesmo contribuído para um homicídio, como foi o caso do estudante de medicina morto por seus colegas de sala? Evidentemente que você no mínimo se assustaria se tivesse que ser consultado por um profissional com esse currículo. Mas, se acontecem coisas desse tipo, por que será que ainda continua? Por que as instituições como as Universidades não procuram formas mais rígidas de conter essa prática. É fato que já se percebe algumas que procuram proibir essa prática violenta, conforme afirmei anteriormente. Acontece que a existência do trote estudantil, da forma como presenciamos ainda, tem sua base na própria sociedade, marcada pela contradição e pela apartação. Significa, em outros termos, a conivência com práticas medievais, surgidas para manter uma sociedade segregada, classista, racista , entre outros absurdos típicos da ignorância humana, onde os “mais fortes” e mais abastados e que se acham superiores, utilizam de espaços como a Universidades e as academias, para praticarem atos totalmente indignos, contrários aos direitos humanos. Se o trote estudantil é um rito de passagem, que seja benéfico, saudável e respeitosos, como já fazem algumas universidades. Acontece que , "as fronteiras entre tais ritos não são estanques, e sim dinâmicas; um comumente, implica um outro" (Van Gennep, 1978, p. 31). Portanto, do ponto de vista da Antropologia cultural, o trote se classifica como um rito de passagem de margem e permite que sejam extraídas quatro conclusões preliminares (Vasconcelos, 1993, p. 14-15):O trote é um cerimonial que está entranhado no seio da cultura acadêmica; o caráter iniciático do trote é confirmado por todos os seus participantes; o trote representa um ritual de violência e agressão contra o calouro; O trote é um rito de passagem às avessas, representando uma prática oposta aos valores humanistas da universidade. Portanto, enquanto existir trote dessa natureza, significa que é uma demonstração de que ainda falta muito para crescermos como seres humanos. Será isso possível um dia?
Escrito por João Nunes da Silva às 01h07
[]
[envie esta mensagem]
[link]
O CRESCIMENTO DA EAD E OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO
Obs: Este artigo foi publicado no Jornal do Tocantins, em 08-02-2009. O ensino a distância no Brasil (EAD) já é uma realidade inexorável. É cada vez maior o numero de ofertas de cursos em EAD, bem como,de pessoas que procuram essa modalidade.O crescimento da oferta de cursos em EAD tem gerado varias discussões e suscitado um acompanhamento criterioso por parte do Ministério da Educação - MEC, no sentido de fiscalizar todas as instituições de ensino superior que ofertam os diferentes cursos no país. Segundo dados do sítio: <http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=17067>, acesso em 05 de janeiro de 2009, hoje “o sistema de EAD (Educação a Distância) tem atualmente 760.599 alunos matriculados em 109 instituições”. Isso demonstra a relevância da EAD para uma grande parcela da nossa sociedade, bem como, a necessidade, evidentemente de um processo de avaliação contínua para a garantia de um ensino de qualidade para todos. A oferta vertiginosa de cursos em EAD pode ser compreendida a partir da facilidade trazida pelas novas tecnologias, o que garante o acesso de um sistema de ensino e de aprendizagem sem que seja necessária a presença diária do estudante numa sala de aula, como é o caso do sistema presencial. Em outra oportunidade já demonstrei que a EAD não veio para substituir o ensino presencial, mas sim, para complementar e oferecer uma maior flexibilidade as pessoas no sentido de garantir a sua formação , inclusive com a possibilidade de fazer graduação e pós-graduação lato senso e stricto senso . Portanto, não cabe imaginar que agora tudo vai ser somente a distância. Não é o caso. É Importante nessa realidade que ora se apresenta que se leve em conta em primeira instância necessidade de se ter um ensino de qualidade tanto presencial como em EAD. Estou me referindo não apenas ao ensino superior, mas sim desde a escola básica, até chegar a Universidade. Para tanto, cabe não só aos gestores educacionais e professores de instituições publicas e privadas essa preocupação, pois é tarefa de toda a sociedade buscar mecanismos que garantam uma educação de qualidade, que atenda aos anseios da população no que se refere ao conhecimento e a formação intelectual e profissional. Isso não significa, de forma alguma, uma percepção simplesmente quantitativa da educação, como tem sido feito por aí afora, como é o caso de se contabilizar a quantidade de alunos que passaram num vestibular, ou dos que concluíram um curso. Nesse sentido, é importante que o Estado faça a sua parte, como vem acontecendo a partir de ações concretas, como é o caso de normatização, fiscalização e garantia de condições para o funcionamento adequado dos cursos e das Instituições Educacionais. Igualmente, é indispensável que aqueles que escolherem fazer um curso, seja ele presencial ou EAD, que tenham a responsabilidade, a vontade e uma conduta condizente com o que se espera de quem quer aprofundar seus conhecimentos científicos e técnicos para servir a sociedade. Da mesma forma, não estão de fora as instituições e os professores, cujas responsabilidades são magnânimas, uma vez que escolheram trabalhar com a arte de educar e de ser também educado (até mesmo porque a melhor forma de se aprender é ensinando). Somente com um comprometimento conjunto de todos, conforme já citado, é que poderemos ter uma educação de qualidade. Isso significa, entre outras coisas, o trabalho contínuo dos educadores, por meio do planejamento e organização de conteúdos, do ensino, além de atividades relacionadas à pesquisa e a extensão. E, no que se refere à EAD, a atenção deve ser redobrada, afinal se trata de uma modalidade que trabalha com a flexibilidade e a liberdade do estudante para garantir uma formação adequada (seja ele onde estiver), pautada nos conhecimentos técnicos e científicos, na capacidade de reflexão e de critica frente às demandas da sociedade. Para isso, não é apenas o acesso as tecnologias disponíveis, as quais são necessárias, mas, principalmente, no que se referem aos aspectos teóricos e metodológicos e a forma como devem ser utilizadas as tecnologias para assegurar um processo de ensino e de aprendizagem condizente com as necessidades e desafios do nosso tempo. Finalmente, para assegurar um ensino de qualidade é fundamental uma estrutura adequada, com todo o aparato físico, técnico humano e profissional, além dos elementos relacionados à superestrutura, no sentido gramsciano do termo, os quais correspondem aos aspectos jurídicos, culturais, ideológicos, cognitivos e psicológicos, indispensáveis para a formação do cidadão.
Escrito por João Nunes da Silva às 00h48
[]
[envie esta mensagem]
[link]
SOBRE A EAD E QUALIDADE DE ENSINO
Em matéria publicada no dia 01 de dezembro de 2008, o sítio universia trata da questão do ensino a distância, especialmente sobre a situação atual das instituições que oferecem essa modalidade de curso. De forma bastante respeitosa, destacam-se as IES que apresentam a necessidade de regularização no que diz respeito aos pólos presenciais, após avaliação feita pelos representantes do MEC. há, também, esclarecimentos por parte do o secretário de ensino a distância, Carlos Eduardo Bielschowsky sobre a supervisão feita pelo MEC no sentido de buscar a melhoria da qualidade de ensino no país, principalmente no que diz respeito a modalidade EAD. Veja matéria na integra CLICANDO AQUI.
Escrito por João Nunes da Silva às 22h49
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Promessas de um novo mundo 
A questão da Palestina é um tema bastante polemico, de modo que , para entender o porque dos conflitos na Faixa de Gaza é necessário uma leitura ampla dos diversos fatores que conduzem a situação atual. Para se ter uma visão mais aproximada da questão, o documentário Promessas de um novo mundo (2001), constitui-se numa importante pedida. Sinopse Retrata a história de sete crianças israelenses e palestinas em Jerusalém que, apesar de morarem no mesmo lugar vivem em mundos completamente distintos, separados por diferenças religiosas. Com idades entre 8 e 13 anos, raramente elas falam por si mesmas e estão isoladas pelo medo. Neste filme, suas histórias oferecem uma nova e emocionante perspectiva sobre o conflito no Oriente Médio. Ficha Técnica Título Original: Promises Gênero: Documentário Tempo de Duração: 116 minutos Ano de Lançamento (EUA / Palestina / Israel): 2001 Site Oficial: www.promisesproject.org Estúdio: Promises Film Project Distribuição: Cinemien / Grupo Estação Direção: Justine Arlin, Carlos Bolado e B.Z. Goldberg Roteiro: Stephen Most Produção: Justine Arlin e B.Z. Goldberg Fotografia: Ilan Buchbinder e Yoram Millo Edição: Carlos Bolado Dicas Um filme que permite uma série de discussões acerca de problemas étnicos e religiosos, cultura, democracia e relações sociais.
Categoria: vale á pena conferir
Escrito por João Nunes da Silva às 00h17
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
 |
 |