Blog do João Nunes da Silva: refletindo com a Sociologia.
   


Free Blog Content

   
Histórico
Categorias
Todas as mensagens
pensadores
vale á pena conferir
Pensamentos
sociólogos brasileiros

Outros sites
UOL - O melhor conteúdo
caros amigos
google
unitins
ulbra-to
agencia carta maior
carta capital
adoro cinema
curtas
curriculo lattes
youtube
homenagem as vitimas do iraque
denuncia o senhor da guerra
lei 5.536 AI 5
artigos e periodicos cientificos - scielo
reporter brasil
dominio publico - material pesquisa
boletim de comunicação e cultura
bblioteca digital da unicamp
poscom ufba
blog informativo o social-Michelle
blog do professor mauricio
Blog.doc
aruanda
adital
blog do L. Nassif
Brasil de fato
OLHAR CRÍTICO- novo blog do João Nunes
Blog da Angelina Aragão
coach social - Prf. Edson
Cidadania.com
REVISTA CONTEMPORÂNEA-POSCOM
REVISTA e-compós

Votação
Dê uma nota para meu blog

 


como se criminaliza um movimento social

Se o trabalhador tem alguma coisa garantida na lei, é graças às lutas dos movimentos sociais, como é o caso do MST. A idéia de latifúndio, por exemplo, passou a integrar na lei a partir dos movimentos em torno da terra. Se os movimentos sociais, como o MST , fossem impedidos de existir por força da lei estaríamos, com certeza, admitindo a volta da ditadura. Quem sabe da historia não esquece, por exemplo, o AI 5, na época da ditadura, que impediu toda forma de organização popular, além de institucionalizar as práticas de tortura. Veja a entrevista do promotor que defende o fim do MST e faça seus comentários.

 



Escrito por João Nunes da Silva às 21h35
[] [envie esta mensagem] []




Paulo Freire

                       

Paulo Freire Nasceu em Recife em 1921 e faleceu em 1997. Escritor e debatedor, além de militante em favor das causas populares. Freire é considerado um dos grandes pedagogos da atualidade e respeitado mundialmente. Em uma pesquisa no Altavista encontramos um número maior de textos escritos em outras línguas sobre ele, do que em nossa própria língua.

O seu maior legado foi ter criado um método próprio de alfabetização de adultos, que recebeu o seu nome. Trata-se de uma metodologia critica voltada para a realidade na qual o alfabetizando se encontra. Considerava-, portanto, que não faz sentido uma escola desvinculada da realidade, a qual ignora totalmente todo o saber, a historia e acultura dos educandos.

Para esse sociólogo,

 

O movimento para a liberdade, deve surgir e partir dos próprios oprimidos, e a pedagogia decorrente será " aquela que tem que ser forjada com ele e não para ele, enquanto homens ou povos, na luta incessante de recuperação de sua humanidade". Vê-se que não é suficiente que o oprimido tenha consciência crítica da opressão, mas, que se disponha a transformar essa realidade; trata-se de um trabalho de conscientização e politização. A pedagogia do dominante é fundamentada em uma concepção bancária de educação, (predomina o discurso e a prática, na qual, quem é o sujeito da educação é o educador, sendo os educandos, como vasilhas a serem enchidas.

 

Paulo Freire percebia a sociedade dividida em classes, cujo sistema educacional formal é estruturado para reproduzir as desigualdades sociais.daí sua preuocupação em uma “pedagogia libertadora”.

Obras

A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 1961.
Conscientização e alfabetização: uma nova visão do processo. Estudos Universitários – Revista de Cultura da Universidade do Recife. Número 4, 1963: 5-22.
Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967.
Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1970.
Educação e mudança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1979.
A importância do ato de ler em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora, 1982.
A educação na cidade. São Paulo: Cortez Editora, 1991.
Pedagogia da esperança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1992.
Política e educação. São Paulo: Cortez Editora, 1993.
Cartas a Cristina. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1974.
À sombra desta mangueira. São Paulo: Editora Olho d’Água, 1995.
Pedagogia da autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1997.
Mudar é difícil, mas é possível (Palestra proferida no SESI de Pernambuco). Recife: CNI/SESI, 1997-b.
Pedagogia da indignação. São Paulo: UNESP, 2000.
Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez Editora, 2001.



Categoria: sociólogos brasileiros
Escrito por João Nunes da Silva às 11h48
[] [envie esta mensagem] []




Octávio Ianni

                       

Octavio Ianni (Itu, 1926 — São Paulo, 4 de abril de 2004) foi um sociólogo brasileiro.

Graduado na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP) em Ciências Sociais onde fez também o mestrado e doutorado, foi um dos fundadores do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). Aposentado compulsoriamente, teve seus direitos políticos cassados pelo AI-5 em 1969. Somente voltou a lecionar no Brasil em 1977 na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Exerceu sua profissão também no México, Estados Unidos, Espanha e Itália.

Faleceu de câncer em São Paulo aos 77 anos no dia 04 de Abril de 2004.

Foi um dos importantes sociólogos do Brasil, tendo contribuido significativamente com seus estudos sobre a realidade brasileira, globalização, Estado, entre outros temas.

Obras

·         Cor e mobilidade social em Florianópolis, 1960 (em colaboração) ·         Homem e sociedade, 1961 ·         Metamorfoses do escravo, 1962 ·         Industrialização e desenvolvimento social no Brasil, 1963 ·         Política e revolução social no Brasil, 1965 ·         Estado e capitalismo no Brasil, 1965

·         O colapso do populismo no Brasil, 1968 ·         Estado e Planejamento Econômico no Brasil, 1971 ·         A formação do Estado populista na América Latina, 1975  ·         Imperialismo e cultura, 1976 ·         Escravidão e racismo, 1978 ·         A ditadura do grande capital, 1981 ·         Revolução e cultura, 1983

·         Classe e nação, 1986 ·         Dialética e capitalismo, 1987 ·         Ensaios de sociologia da cultura, 1991 ·         A sociedade global, 1992 ·         Teorias da Globalização, 1996



Categoria: sociólogos brasileiros
Escrito por João Nunes da Silva às 10h56
[] [envie esta mensagem] []




Sociologia e Filosofia nas escolas

Na última segunda feira, 02 de junho de 2008, o presidente Luis Inácio Lula da Silva sancionou a lei que torna obrigatória a Sociologia e a Filosofia no ensino médio. As referidas disciplinas foram banidas das escolas desde 1971, pelo governo da Ditadura Militar. Desde então, tem sido intensiva a luta de sociólogos e filósofos para que essas disciplinas retornassem às escolas. Agora é Lei, a Sociologia e a filosofia são obrigatórias no ensino médio.

É importante que todos saibam as razões que levaram os militares retirarem as duas disciplinas. Na verdade, a Sociologia e a Filosofiaa são fundamentais para todos os estudantes, especialmente por se caracterizarem por estimular o senso crítico, a discussão, e a reflexão sobre as diferentes questões da sociedade. Por isso, essas disciplinas não eram tidas com bons olhos pelos militares, tendo em vista que precisavam de pessoas capachas, submissa, afáveis aos interesses e manipulações da elite que se beneficiava da miséria da maioria da população.

A sociologia e a Filosofia eram vistas como perigosas isto mesmo, como “coisa de comunistas”, pelo fato de favorecerem ambientes e espaços para discussões e reflexões acerca dos diversos problemas do Brasil, como: a pobreza, a exclusão, a ditadura, a miséria, a falta de condições de saúde, educação e moradia dignas, a violência, entre outros.

Com a retirada da Sociologia e da Filosofia das escolas, os militares impuseram a Educação Moral e Cívica e OSPB – Organização Social Política do Brasil, disciplinas estas de cunho patriótico, que não ofereciam espaços para teorias críticas e, conseqüentemente, oportunidade para contextualizar com a realidade brasileira.

Agora, fazem-se necessários professores qualificados, formados em ciências sociais, com habilitação para ensinar a ambas as disciplinas nas escolas. Igualmente, vale ressaltar que não se trata de mais uma disciplina simplesmente para preencher carga horária de professor, mas sim, é preciso um profissional com a qualificação e a competência exigida.

No Brasil existem várias faculdades e universidades que formam profissionais com bacharelado e licenciatura em ciências sociais, com condições para atuar nas diversas escolas, cito, por exemplo, a Universidade Federal da Paraíba – UFPB, a Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, a Universidade de São Paulo – USP, a Universidade Federal de Santa Catarina –UFSC, a Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, a Federal do Rio Grande do Norte, a Universidade de Brasília – UNB. Em suma, praticamente em todas as federais do país encontramos curso de Sociologia.

 No Tocantins a sua Universidade Federal – UFT, oferece o curso de ciências sociais no município de Tocantinópolis, no Bico do Papagaio, que habilita profissionais para ensinar Sociologia, Antropologia e política, 

Sem sombra de dúvidas, o retorno da Sociologia ao ensino médio é uma vitória de todos aqueles que acreditam num país melhor e que primam por uma educação crítica e de qualidade, o que não significa uma educação meramente técnica, como tem sido a tônica do ensino superior no Brasil.



Escrito por João Nunes da Silva às 21h38

[] [envie esta mensagem] []




Gilberto Freyre

                       

Gilberto de Mello Freyre (1900 – 1987) nasceu em Recife – Penambuco. Filho de Alfredo Freyre, juiz e catedrático de Economia Política da Faculdade de Direito do Recife e de D. Francisca de Mello Freyre. Descendente de indígenas, espanhóis, portugueses e neerlandeses. Foi Sociologo, antropólogo, escritor e pintor.

Foi um dos sociólogos que deixou sua marca na analise da sociedade brasilieira. Assim como Raimundo Faoro, Fernando Azevedo, Sergio buarque de Holanda, Celso Furtado, entre outros, sua obra é indispensável para a compreensão da formação do Brasil e de suas contradições.

 A partir de sua principal obra: Casa grande e Senzala, imprimiu a idéia de que no Brasil não havia preconceito, tendo em vista que negros, brancos e índios convivem pacificamente. Essa sua posição foi fortemente questionada por sociólogos como Florestan Fernandes e seus seguidores: Fernando Henrique Cardoso, Octávio Ianni, entre outros, os quais passaram a chamar tal idéia de mito da democracia racial no Brasil, uma vez que a realidade tem demonstrado cada vez mais como o preconceito se apresenta no nosso país, especialmente em relação aos afro-descendentes e aos índios. A prova concreta é que a maioria dos negros e índios ainda sofrem pela falta de oportunidades de trabalho, salarios baixos, discriminação e varias formas de humilhação e de exploração.

Obras

·                    Casa-Grande & Senzala, 1933.

·                    Sobrados e Mucambos, 1936.

·                    Nordeste (livro), 1937.

·                    Assucar, 1939.

·                    Olinda, 1939.

·                    O mundo que o português criou, 1940.

·                    A história de um engenheiro francês no Brasil,1941.

·                    Problemas brasileiros de antropologia, 1943.

·                    Sociologia, 1945.

·                    Interpretação do Brasil, 1947.

·                    Ingeleses no Brasil, 1948.

·                    Ordem e Progresso, 1957.

·                    O Recife sim, Recife não, 1960.

·                    Brasis, Brasil e Brasília, 1968.

·                    O brasileiro entre os outros hispanos, 1975.



Categoria: sociólogos brasileiros
Escrito por João Nunes da Silva às 20h47
[] [envie esta mensagem] []




Fernando Azevedo

                       

Fernando Azevedo (1894-1974) foi um dos grandes estudiosos brasileiros. Sua atenção esteve voltada para a cultura e pra a educação. Uma das suas contribuições foi a participação no "Manifesto dos pioneiros da educação", juntamente com outros teóricos como:Anísio Teixeira e Lourenço Filho.

Sua principal obra intitula-se A cultura brasileira. Veja a seguir principais aspectos da historia de vida desse sociólogo.

Desenvolveu a primeira e vasta pesquisa sobre a situação da educação em São Paulo. Foi integrante do movimento reformador da educação pública, da década de 20, que ganhou o país e foi impulsionado pela Associação Brasileira de Educação, fundada em 1924.

Entre 1927 e 1930, promoveu ampla reforma educacional no Rio de Janeiro, capital da República, animada pela proposta de extensão do ensino a todas as crianças em idade escolar; articulação de todos os níveis e modalidades de ensino - primário, técnico profissional e normal; e adaptação da escola ao meio-urbano, rural e marítimo. Fundou a Biblioteca Pedagógica Brasileira e em 1932, redigiu e lançou, junto com outros 25 educadores e intelectuais, o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Como diretor-geral, promulgou o Código de Educação do Estado de São Paulo (1934) e participou da fundação da Universidade de São Paulo. Visto como um intelectual de "centro", foi durante sua vida se transformando em um intelectual extremamente crítico quanto ao papel da escola, entendendo-a em 1954 como instrumento de manutenção do status quo. Morreu em São Paulo, em 1974.

Obras:

Da educação física, seguido de Antinous Estudo de cultura atlética e a evolução do esporte no Brasil (1920); No tempo de Petrônio (1923); Ensaios (1924); Jardins de Salústio À margem da vida e dos livros, ensaios (1924); Páginas latinas, ensaios (1927); Máscaras e retratos Estudos críticos e literários sobre escritores e poetas do Brasil (1929); A reconstrução educacional no Brasil (1932); A educação na encruzilhada Problemas e discussões. Inquérito para O Estado de S. Paulo (1926); Novos caminhos e novos fins A nova política da educação no Brasil (1935); A educação e seus problemas, 2 vols. (1937); Princípios de sociologia, 8a ed. (1958); Sociologia educacional, 5a ed. (1958); Canaviais e engenhos na vida política do Brasil Ensaio sociológico sobre o elemento político na civilização do açúcar (1948); Um trem corre para o oeste Estudo sobre a Noroeste do Brasil e seu papel no sistema de viação nacional, 2a ed. (1958); A cultura brasileira, 3 vols. (1943); Na batalha do humanismo Aspirações, problemas e perspectivas, 2a ed. (1958); A educação entre dois mundos Problemas, perspectivas e orientações (1958); Figuras do meu convívio, ensaios (1961); A cidade e o campo na civilização industrial e Outros ensaios (1962); História da minha vida, memórias (1971)”.

Para saber mais sobre esse clássico da sociologia brasileira, clique aqui.



Categoria: sociólogos brasileiros
Escrito por João Nunes da Silva às 09h33
[] [envie esta mensagem] []




Florestan Fernandes

                       

É, sem dúvida, um dos sociólogos mais influentes do Brasil. Sua dedicação aos estudos sociológicos contribuiu para a consolidação dessa ciência, assim como os trabalhos de Manheim,  com quem exerceu parceria, no que diz respeito ao campo da Sociologia. Conforme destaca Dias (2005, p. 29) “como expoente da sociologia crítica no Brasil, Florestan Fernandes (1920-1995) se destacou na elaboração teórica”.

 Considerado como fundador e principal representante dessa corrente no país, é, também visto como o mais importante sociólogo brasileiro. As principais obras desse estudioso são: Fundamentos empíricos da explicação sociológica (1959), Ensaios de sociologia geral e aplicada (1960), Mudanças sociais no Brasil (1974), A sociologia no Brasil (1977), A natureza sociológica da Sociologia (1980), Poder e contra-poder na América Latina (1981).

Além de seu trabalho como professor e pesquisador Florestan ainda foi político e ardoroso defensor da democracia, tendo dedicado boa parte de sua vida na luta contra a ditadura militar.



Categoria: sociólogos brasileiros
Escrito por João Nunes da Silva às 00h05
[] [envie esta mensagem] []




Sobre Nietsche

 

                         

Hoje tive a oportunidade de voltar ao pensamento de Nietzsche, havia tempo que tinha discutido com alguém, no bom sentido da palavra, evidentemente, sobre esse grande teórico. Tal oportunidade se deu junto com a minha filha, que faz Comunicação Social na Universidade Federal do Tocantins.

 O motivo dessa história é que ela vai apresentar um trabalho de Filosofia sobre o Nietzsche. Sua pergunta central foi a seguinte: qual a idéia do Nietzsche?. Isso mesmo, o que esse teórico tem a nos ensinar? Lembrei, então das minhas leituras sobre esse pensador, especialmente quando fazia o mestrado e tive um professor que era verdadeiramente obcecado pelas idéias de Nietzsche.

A primeira coisa que me veio a cabeça foi que as idéias desse teórico são bastante criticas ao pensamento ocidental, especialmente no que diz respeito à moral, ao cristianismo e a toda a forma de fraqueza supervalorizada pela filosofia grega.

Esse autor critica severamente toda idéia ou filosofia que nega o ser humano, dotado de capacidade para criar e transformar o mundo. Na concepção nietzscheana, o pensamento cristão é a demonstração da fraqueza humana, pois nega toda a possibilidade de vida e de prazer, necessários ao ser humano. No seu modo de perceber a religião, esta foi criada como forma de negação e, por sua vez, de acomodação, o que leva a pessoa a ser submissa, medrosa e mesquinha.

Para ele, em função do pensamento ocidental difundido só restou ao ser humano o ressentimento e a culpa, uma vez que foi levado a aceitar todo ideal de submissão. Os valores impostos na sociedade são voltados para a fraqueza, cujo beneficiado é somente aquele que detém o poder econômico.

A grande paixão de Nietzsche, além de Lou Salomé, era a vida em sua total liberdade. Ele ficou admirado pela obra de Artur Schopenhauer, especialmente no que diz respeito a idéia de vontade humana. Todavia, não era tão pessimista como aquele, mas sim crítico da moral moderna, calcada na hipocrisia e na fraqueza.

A forma de liberdade mais próxima do ser humano nessa vida, para esse pensador, estava na arte e na música, daí a sua amizade e admiração por Richard Wagner, que logo depois se transformou em ódio. O motivo da discórdia, segundo Nietzsche, foi o fato do músico, nos seus últimos anos, ter se voltado para a filosofia da fraqueza, o que foi materializada no estilo da música, a qual passou a se reportar aos valores da sociedade moderna.

Esse grande polemizador “procurou denunciar todas as formas de renúncia da existência e da vontade. É esta a concepção fundamental de sua obra Zaratustra, “a eterna, suprema afirmação e confirmação da vida”. O eterno retorno significa o trágico-dionisíaco, dizer sim à vida, em sua plenitude e globalidade. É a afirmação incondicional da existência”.

Sem dúvida, Nietzsche é um filosofo que “sacode” tudo a nossa volta, isto é, mexe com a gente e se diferencia de grande parte dos filósofos até hoje. Dentre suas características, destacam-se a sagacidade, a ironia e a convicção de suas palavras. É um filosofo indispensável ao nosso mundo, até mesmo por criticar toda hipocrisia e a moral da sociedade moderna.



Escrito por João Nunes da Silva às 22h03
[] [envie esta mensagem] []




O cinema e o shoping center

                       

A cidade de Palmas, na última semana, amanheceu estarrecidade, tendo em vista o fechamento do cinema que ficava no Shoping Center. Sem dúvida não deixa de ser uma triste verdade. Tal fato me levou a escrever estas linhas, na tentativa de pelo menos lamentar.

Ao pensar no caso, me veio á mente uma reflexão quanto ao cinema e a sua realidade no Brasil, mais especificamente. Tem se notado que o cinema se tornou objeto de consumo, assim como as demais coisas que encontramos nos shoping centers.

Quando falo de consumo estou me referindo ao sentido pejorativo do termo, uma vez que tudo que se torna mercadoria na lógica capitalista não deixa de carregar consigo algo perverso, mesquinho desprezível e abjeto. Tudo isso porque o valor verdadeiro do produto-mercadoria passa a ser substituído pelo artificial, que se traduz no status, na demonstração de poder, no exibicionismo, na pobreza das ações e na vulgaridade das pessoas, agora transformadas em consumidores.

O fato de termos o fechamento do cinema, por força judicial, não deixa de ser uma demonstração da banalidade e da maldade com que o mercado trata as coisas e as pessoas. A verdade é que fechar uma sala de projeção, no caso duas, numa cidade, deveria ser visto como um acinte e um crime de lesa pátria, como bem colocou um colaborador do Jornal do Tocantins na página destinada a opiniões.

Muito embora os cinemas de hoje, de forma geral, estejam voltados para a exibição de filmes puramente comerciais, tipo holyoodianos, não deixa de ser um crime cerrar suas portas. Justificativas à parte, em função de questões financeiras, como a falta do pagamento de alugueis atrasados, tirar o direito dos cidadãos terem acesso ao cinema, já constitui um crime, ou, no mínimo, uma total falta de respeito ao povo.

Tal fato me leva a pensar também na necessidade de uma política voltada a cultura, especialmente no que diz respeito ao cinema numa cidade. Creio que deveria ser uma obrigação de todo gestor público se preocupar em oferecer aos cidadãos cinema para todos, mesmo que seja para pagarmos num preço mais acessível. Esse pensamento não é de maneira alguma um absurdo, como alguém possa imaginar.

Na verdade, estou me referindo ao cinema voltado para algo mais sério, que não seja meramente comercial, mas que sirva de entretenimento e de cultura. Nesse caso, cabe pensar também na valorização dos filmes nacionais, os quais ainda são extremamente discriminados especialmente pelos proprietários de cinemas.

Se um gestor público tem, entre outras preocupações (como: educação, saúde, segurança, habitação), cinema para todos, evidentemente que poderia trazer benefícios à população, especialmente quanto ao entretenimento e a oportunidade de conhecimentos de diferentes costumes e culturas; isto, evidentemente, se o cinema não for somente para atender a interesses comerciais.

 É certo que temos cinema fora do shoping center, isto é, dois, todavia, faltam servir mais à população, pois, em geral, têm sido utilizados de forma esporádica, com o é o caso de eventos destinados a inaugurações, além de programações especificas. O fato é que o cidadão de Palmas ficou definitivamente sem ter cinema, especialmente nos finais de semana, que é quando a maioria mais precisa, até mesmo por falta de mais opções culturais.



Escrito por João Nunes da Silva às 00h07
[