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MENINAS
Esse é um filme que retrata muito bem a realidade de uma grande parcela da sociedade brasileira. Trata da gravidez na adolescência e das suas conseqüências, especialmente quando se vive numa sociedade marcada pela desigualdade social e pela exclusão. É importante para todas as pessoas refletirem sobre os graves problemas sociais e a necessidade de políticas sociais cada vez mais sérias, no sentido contribuir para a conscientização. Sem dúvida, o filme Meninas nos impele a reflexão e a ação.
Ficha técnica:
Elenco: Edilene, Luana, Evelin, Joice, Antonizia Ferreira dos Santos.
Direção: Sandra Werneck; Gênero: Documentário; Distribuidora: Downtown Filme; ano: 2006.
Categoria: vale á pena conferir
Escrito por João Nunes da Silva às 22h55
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Reflexão sobre os dados da Educação

Segundo a última pesquisa do Exame Nacional de Ensino Médio 2007 (Enem) o Tocantins está na ultima colocação da educação. Esse exame serve para analisar o nível dos alunos do ensino Médio. Conforme divulgação do Jornal Nacional da TV Globo/Jornal Anhanguera, 22 de novembro de 2007,“a média geral das provas objetivas, o Tocantins está quase dez pontos abaixo do nível nacional. A média geral (escola pública e particular) nacional é de 51,52. A menor ficou com o Tocantins, 42,77, e a maior, com o Rio Grande do Sul, 56,27”.
Os dados apresentados não deixam de ser preocupantes, todavia, merecem análise criteriosa. É evidente que a Educação precisa melhorar e muito, não só no Tocantins, mas em todo o País. Cada vez mais fica demonstrado que o sistema educacional brasileiro precisa passar por reformas profundas, de modo que priorize uma educação crítica, que possibilite ao estudante não somente aprender noções básicas de português, matemática e conhecimentos gerais (e observe que até isso ta sendo difícil!).
Os números apontados na pesquisa devem servir no mínimo de termômetro para que se pense em medidas sérias no que tange a escola e a Universidade. Essa tarefa não cabe apenas aos gestores, mas a toda a sociedade. Se no Tocantins temos uma situação apresentada como a pior em relação à média nacional, não significa que no restante do país a situação esteja para festejar. Claro que é importante sempre levar em conta os dados que tratam, de algum modo, da situação da educação, como em qualquer outra área (saúde, habitação, emprego, renda, etc).
Mas, o que podemos pensar sobre essa realidade? O que está faltando para termos uma educação de qualidade? O que será que nossos dirigentes e educadores estão fazendo por aí ?Será que o modelo educacional adotado no Brasil corresponde às necessidades de conhecimento, crescimento e de desenvolvimento? Essas e outras questões são indispensáveis para que possamos refletir sobre a realidade educacional do país e, principalmente do Tocantins.
Sem sombra de dúvida, temos uma situação que merece muita atenção por parte de todos: gestores educacionais, professores, alunos, dirigentes estudantis, entre outros. É hora de tomar uma atitude séria, pois até o momento, embora tenha havido esforços por parte de alguns, a educação brasileira merece melhorar.
Enquanto se adotar uma educação submetida aos interesses mercadológicos, não teremos mudança alguma (e olhe que em si tratando de mercado ainda estamos muito ruins). Quando digo interesses mercadológicos estou me referindo a pior acepção da palavra. Isto porque tenho visto que muitos têm tratado a educação muito mais como um negócio rentável, como se fosse um estabelecimento comercial. Se os governantes em geral não têm demonstrado respeito à educação, por outro lado determinados estabelecimentos privados de educação não estão em situação melhor no quesito educação de qualidade.
Na verdade o modelo vigente de educação brasileira ainda é tecnicista, com um currículo totalmente voltado às necessidades imediatas do mercado. Com essa realidade, tem surgido cada dia mais escolas e faculdades privadas que em geral não tem demonstrado a menor preocupação com uma educação crítica, que favoreça ao aluno e a sociedade a capacidade de analise, de criatividade e de reflexão e postura ética perante as necessidades sociais. É cada vez mais freqüente as denuncias de profissionais sem a qualificação necessária para atuar no mercado e atender as populações. Por outro lado, o modelo educacional não deixa de ser excludente e preconceituoso, pois prepara indivíduos cada vez mais interessados no que pode ganhar, mas nunca no que pode fazer pela sociedade.
Há uma verdadeira enxurrada de profissionais irresponsáveis, que se colocam como expert em resolver determinados problemas muito mais pelo lado técnico do que pela capacidade de compreensão do contexto em que vive. Como se não bastasse, surgem os profissionais de palestras, verdadeiros show-mens, que utilizam linguagens rebuscadas, técnicas e apoiadas no estilo auto ajuda para iludir e lucrar com a miséria e as necessidades de determinadas pessoas. Isso é típico de uma educação para o consumo. Se formos analisar concretamente a educação formal, esta já começa mal quando o aluno estuda para ter um diploma e não para aprender. Isso não tem nada a ver com educação.
Conforme a etimologia da palavra o termo educação vem do latim Educere, que significa tirar de, extrair, dar a luz a algo. A educação não existe se for tratada como ensino; ensinar é o oposto de educar. É lamentável quando se percebe que muitos alunos preferem ser ensinado( ou tereinado) para lucrar a educar-se para a vida, que inclui também o mercado, isto na melhor intenção da palavra. Muitos preferem ser treinado para o mercado porque o currículo escolar tem se pautado em fazer isso. Como tem demonstrado Bourdieu e Passeron (1970), a escola formal tem no currículo a materialização de um modelo educacional submetido aos ditames do capital. Traduzindo isso, significa preparar os indivíduos para serem escravos do sistema, verdadeiros peões, profissionais tecnicistas, isto é, o ser humano como a extensão de uma máquina.Essa lógica é perversa e destruidora: a prova é a degradação do ser humano, do meio ambiente e o desrespeito a vida.
Escrito por João Nunes da Silva às 22h41
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