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A ditadura do capital
A questão da cidadania é fundamental para que o ser humano possa viver em sociedade. A consciência de que cada indivíduo tem direitos e deveres é necessária para que se garanta a condição de cidadão.
No mundo moderno essa condição de cidadão parece tornar-se um zero à esquerda; é que a sede insaciável de lucro impôs um ritmo desumano à vida. O homem vive animalescamente, sem se dar conta que constrói o caos. Em outros termos, podemos afirmar que o homem tornou-se inimigo de si mesmo.
A vida parece não valer nada diante do poder devorador do capitalismo. A ditadura do capital impõe milhões de trabalhadores sob o jugo da escravidão, agora numa nova roupagem. Os salários não condizem com o esforço físico e psicológico daqueles que passam horas à fio diante de uma máquina.
Essa ditadura do capital tornou os homens e as mulheres em geral sujeitos frios, calculistas, perversos e egoístas, isto é, desumanos. Aqueles que se sentem impotentes e excluídos diante do ritmo eletrizante e alienante que essa ditadura impõe, seguem seus instintos selvagens, até mesmo como mecanismo de defesa, em busca da sobrevivência. Daí, a violência, a prostituição, a corrupção, os roubos e homicídio, entre outros problemas sociais.
A Lei da Selvageria marca a vida no campo e nas cidades. Nestas, o que mais se percebe é a correria para se garantir o consumo; no campo a violência se apresenta especialmente com a concentração de terras, obrigando a maioria sair para as cidades para buscar algum meio de sobrevivência. Por outro lado, há o trabalho escravo, os assassinatos, cujos responsáveis permanecem sem punição.
Enquanto na vida tudo for medido a partir do mercado, significa que teremos uma sociedade cada vez mais problemática e, por que não dizer, impossível de se viver equilibradamente.
Escrito por João Nunes da Silva às 19h01
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A Sociologia no Segundo grau
A Sociologia é uma das importantes ciências sociais indispensáveis para todos aqueles que procuram analisar com responsabilidade a sociedade, os seus desafios e perspectivas. A volta dessa disciplina ao Segundo Grau, após ter sido afastada das salas de aulas pela Ditadura Militar, representa uma vitória, não só dos sociólogos licenciados, mas também, de todos os educadores, cientistas socais e demais profissionais comprometidos com uma prática educativa critica e reflexiva.
Trabalhar essa ciência da sociedade com os alunos do ensino médio requer a formação na área de ciências sociais, isto é, a licenciatura na área. É importante que o professor de Sociologia siga atentamente o programa sugerido pelas secretarias estaduais de educação, de forma que desenvolva os conteúdos em sala de aula, conforme indicação feita pela instancias superiores da educação.
A Sociologia como disciplina obrigatória nas escolas não deve ser vista como mais uma matéria sem nenhuma preocupação com a realidade do estudante e com a educação; muito pelo contrário, pois, cabe a essa disciplina contribuir no desenvolvimento da capacidade de análise e de reflexão, de forma que favoreça o senso crítico e capacidade de discussão dos principais problemas que envolvem a sociedade. Portanto, é preciso um rigor quanto à maneira de se trabalhar os conteúdos com os secundaristas. Desta feita, não se deve prescindir da contextualização histórica das ciências sociais e dos conceitos dos teóricos clássicos e contemporâneos, os quais fornecem as condições necessárias para que se faça uma abordagem séria, com fundamentos científicos sobre a análise da sociedade. Do contrario, trata-se apenas de uma discussão isolada ou vaga.
Trabalhar a Sociologia, assim como qualquer outra disciplina, não significa ser descompromissado, desinteressante e vago, o que, em geral tem acontecido, quando o professor dessa disciplina apenas a tem como um simples complemento de sua carga horária, o que é lamentável. Infelizmente ainda encontramos dirigentes, coordenadores e demais responsáveis por determinadas instituições de ensino que não tem a menor compreensão e até mesmo o menor respeito pelas disciplinas das ciências sociais, como é o caso da Sociologia. Com isso, há situações em que essa disciplina não é trabalhada coerentemente e de maneira que chame a atenção do aluno quanto a necessidade de se saber como analisar a sociedade. Não se deve esquecer que a Sociologia tem como objetivo favorecer elementos para analise critica da sociedade, despertando assim o aluno para saber as causas e conseqüências de determinados acontecimentos, problemas ou fenômenos sociais. Isto não se faz de qualquer jeito, sem os conhecimentos básicos da área.
Considerando essa realidade e com a preocupação de contribuir para o ensino de Sociologia nas escolas públicas de Palmas um grupo de docentes, mestres e doutores, sociólogos e cientistas sociais da Unitins iniciaram seus trabalhos com vistas a traçar um planejamento de ações necessárias para a formação teórica e metodológica dos professores de Sociologia do ensino médio no Estado. A idéia é trabalhar no sentido de formar um quadro de pessoal capacitado para o ensino da Sociologia nas escolas de maneira consciente e dinâmica a serviço de uma educação cada vez mais voltada para o compromisso com o conhecimento crítico.
Escrito por João Nunes da Silva às 22h30
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Escritores da liberdade
Vale à pena conferir esse filme Escritores da liberdade. É mais uma película sobre educação, sua importância, dramas e desafios. Para educadores, sociólogos, assistentes sociais, psicólogos e estudantes, é uma ótima opção. O filme se baseia em fatos reais e trata de uma jovem professora que leciona numa periferia dos EUA e enfrenta sérias dificuldades na escola, tendo em vista a postura conservadora da direção da instituição e também a rebeldia dos alunos os quais vivem em clima de guerra e já não acreditam no que a educação pode fazer por eles. O filme traz um exemplo de atitude, força e coragem e serve de exemplo para todos, especialmente para os educadores.
Para mais mais detalhes clique no link:
http://www.moviecom.com.br/filmoteca/detalhe.asp?id=4837
Categoria: vale á pena conferir
Escrito por João Nunes da Silva às 15h37
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Sobre o “ Direito à Memória e à Verdade”
"Foram intermináveis dias de Sodoma. Me pisaram, cuspiram, me despedaçaram em mil cacos. Me violentaram nos meus cantos mais íntimos. Foi um tempo sem sorrisos. Um tempo de esgares, de gritos sufocados, um grito no escuro", escreveu Maria Auxiliadora Lara Barcellos no texto de memórias no exílio na Alemanha. http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u323129.shtml, acesso em 01-09-07
O texto acima se refere a um depoimento de uma vítima da ditadura Militar no Brasil.Conforme afirma KENNEDY ALENCAR, da Folha de S.Paulo em , http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u323129.shtml (acesso em 01-09-07):
A tortura foi uma prática comum da ditadura militar, afirma o livro "Direito à Memória e à Verdade", documento oficial do governo federal que pela primeira vez acusa integrantes da ditadura de tortura e mortes. Abusos sexuais atingiram homens e mulheres, mas estas sofreram mais. Maria Auxiliadora não foi morta por agentes nem é uma desaparecida. Ela se atirou nos trilhos de trem numa estação em Berlim, em 1º de junho de 1976.
O lançamento do livro “Direito à Memória e à Verdade”, que relata detalhes da ditadura militar no Brasil, não recebeu apoio de parte dos militares. É de se perguntar: por que será que determinados militares não vêem com bons olhos essa idéia de revelar os segredos, detalhes da ditadura militar? A quem interessa manter em sigilo uma história tão dramática e que tanto mal provocou ao povo brasileiro?
Sem dúvida, o livro vem num bom momento e demonstra a sensatez do governo federal quanto a necessidade de mostrar ao povo brasileiro em geral aquilo que tanto mal nos trouxe. É importante que todos tenham conhecimentos necessários desse período da História brasileira para que não se permita, em nenhum momento, os excessos como os provocados pelos militares no período ditatorial, que durou mais de vinte anos.
A repressão instalada, com perseguições, prisões, torturas, assassinatos e desaparecimentos de lideranças políticas, sociais e religiosas foi uma realidade triste deixada pelos ditadores.
Que ninguém admita , em hipótese alguma, a tortura, prática que se tornou comum nos porões da Ditadura. Nenhum ser humano, independente de credo religioso, ideologia ou maneira de ser, merece ser torturado, humilhado, tratado como coisa vil, como fizeram parte dos militares.
É importante que se saiba, especialmente as gerações mais novas, que, se hoje temos uma democracia, foi graças à luta, a garra e coragem dos diversos militantes que enfrentaram os anos de chumbo; muitos deles pagaram com suas vidas, para que hoje possamos ter uma sociedade livre.
Se setores importantes do militarismo relutam em mostrar que erraram, que foram cruéis, injustos e desumanos, se apresentam em seus discursos, de maneira implícita, que fizeram o que deviam fazer, é porque não admitem seus erros e sua crueldade. Quando negam a possibilidade de esclarecimento à sociedade do que fizeram e dos horrores que praticaram em nome da Lei e da Ordem, estão negando a verdade, negando e tentando esconder o que não pode ser esquecido , como também, não pode ser tirado das gerações mais novas a possibilidade de conhecer a fundo a sua história, para que não sejam conscientes e questionadores das injustiças e desmandos provocados pela ditadura Militar.
Segundo afirma Celso Lungaretti, jornalista e ex-preso político, entre os excessos praticados pelos militares da ditadura instalada de 1964:
" os militares praticaram a tortura em presos políticos como norma e não como exceção; • causaram a morte de dezenas que, a exemplo de Vladimir Herzog, não resistiram aos maus tratos; • executaram friamente outros tantos que, como Carlos Lamarca, haviam capturado com vida; • estupraram mulheres e chegaram a abusar sexualmente de homens; • decapitaram e esquartejaram prisioneiros; • ocultaram os cadáveres que representariam provas de seus crimes.
Essas informações estão no site: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=29279, acessado em 01-09-07.
É isso, a história não pode ser negada e nem esquecida. As provas deixadas não devem ser escondidas. Querem manter o povo na ignorância e no esquecimento para continuarem sem punição, como também, para justificarem aquilo que não pode ser justificado. A vida e a dignidade é um direito inalienável de todos.
Escrito por João Nunes da Silva às 19h15
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