Blog do João Nunes da Silva: reflexão, crítica e conhecimento
   


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reflexão em torno da globalização

Nota-se que a globalização é um fenômeno inexorável e, por sua vez,  apresenta aspectos positivos e negativos.É importante saber que não se trata, quando se refere a esse tema, de defender o fim da globalização, afinal, o mundo progride constantemente e precisamos disso. Na verdade, é  necessário saber em que mundo estamos inseridos e qual o papel de cada um na sociedade - individuos, grupos e instituições em geral. É comum  perceber-se  manifestações contrárias a globalização, todavia, quando se observa manifestações dessa natureza é fundamental saber  por que  determinadas pessoas são contrárias a globalização. O que se está em questionamento é o tipo de globalização que acontece.

Nesse caso, os grupos contrários  defendem uma globalização mais justa, de modo que as pessoas não sejam  submetidas aos sabores do mercado e dos grandes grupos econômicos. Se defende a justiça, a igualdade social, a democratização dos serviços e o fim de toda tutela do Capitalismo.  Esse modelo, como vimos em Karl Marx, se baseia na exploração e no consumismo.

 Um dos problemas mais sérios que se percebe hoje é quanto ao consumismo, que faz com que as pessoas  se tornem meros objetos de manipulação. A questão da Identidade Social, por exemplo, com a globalização capitalista, se torna objeto de  grandes discussões, uma vez que as pessoas parecem perder sua identidade e se  pautar nos modelos e padrões do mercado, o que banaliza o sujeito e distorce os valores e as culturas.

Diante dessa realidade, é fundamental refletir sobre o modo como vivemos, o sistema educacional, o curso que ora voce está fazendo e a forma com que se estuda e se prioriza determinados aspectos  em detrimento de outros. Por exemplo, será que devemos estudar para atender ao mercado apenas, ou estudar para criar cada vez mais um estilo de vida melhor  e mais saudável? Quando se estuda só em função do mercado, a educação se restringe a uma coisa mecânica e os profissionais viram meros executores e acríticos, alienados e fáceis de manipulação.

Os grandes problemas ambientais, a violência, a corrupção, o desrespeito a vida, entre outros, são a demonstração desse modelo de educação e de vida  pautada no consumismo.



Escrito por João Nunes da Silva às 09h26
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SOBRE A GLOBALIZAÇÃO  E O CAPITALISMO

Você já deve  ter ouvido falar sobre a influência da globalização na vida das pessoas e das organizações. Por outro lado, já deve ter visto alguma reportagem sobre movimentos sociais contrários a globalização. Diante dessa realidade é preciso refletir sobre esse fenômeno tão presente e tão complexo. É de se perguntar: por que algumas pessoas são contrárias a globalização? Quais os aspectos positivos e negativos da globalização?

Bom, sem dúvida alguma, a globalização é um fato notório e  mexe com a vida de todos, queira ou não. É importante saber o que isso significa e como proceder diante dessa realidade. Primeiramente sabe-se que a idéia de globalização significa a aproximação das relações sociais e econômicas, independente do lugar, uma vez que as distâncias não existem mais, quando se leva em conta a facilidade das comunicações, especialmente através do telefone, da internet e da televisão. A internet, por exemplo, aparece como o grande diferencial nesse mundo globalizado.

O que muito se critica, e com justiça, é que a globalização acontece marcada e direcionada pelo modelo capitalista. Isto significa a predominância do mercado e dos interesses inescrupulosos dos  grandes grupos econômicos.

Quando se olha de forma geral o mundo, o que  chama a atenção de muitas pessoas sensíveis é a imensa desigualdade social, com marcas profundas como a pobreza, a violência, a mendicância, a favelização, dentre outros problemas que são inegáveis.

Como se pode viver  num mundo tão marcado por profundas desigualdades e injustiças sociais, enquanto que uma minoria se beneficia , em detrimento de milhares de pessoas? Como ficar calado, passivo ou ignorar essa realidade?

Quando se critica a globalização atual, está se  denunciando exatamente um modelo de sociedade que já provou que não convém  e não merece crédito, uma vez que  a sua base é a exploração e a injustiça. Estou falando mesmo do capitalismo.

Talvez por ignorância ou mesmo por questão de classe social, você esteja se  indagando: mas, por que então o socialismo não deu certo? Será que não deu certo mesmo, ou de fato nunca aconteceu? É evidente que se tentou como em alguns paises se insiste bravamente, no caso de Cuba, por exemplo. Se existem problemas, é necessário analisar minuciosamente as suas causas e não considerar simplesmente que o socialismo é uma mera utopia e que o modelo capitalista é o mais perfeito e mais justo. Pensar isso é um  absurdo.É notório, também, que nenhuma ditadura pode trazer benefício para o ser humano, por outro lado, socialismo não é isso.

O socialismo não significa ditadura, enquanto que, no capitalismo, vivemos a ditadura do mercado, com a padronização e o consumismo cada vez presente. Embora se viva na ditadura do mercado, nem todos percebem isso, de modo que vivem como loucos. Por que será que isso acontece?É importante considerar que o socialismo surgiu em oposição às barbaridades do capitalismo e que não significa apenas uma idéia, mas um processo de construção. É também indispensável lembrar que os meios de comunicação de massa, em geral, são controlados pelos capitalistas, cujas ideologias são passadas constantemente, no intuito de confundir e alienar a maioria da população empobrecida para manter um modelo injusto e altamente explorador.

Voltando, portanto, a globalização capitalista, é necessário torna-la mais justa e humana, criando mecanismos, a partir da sociedade civil, de modo que se  possibilite uma melhoria de vida para todos, e não para  poucos, como acontece ainda hoje.



Escrito por João Nunes da Silva às 10h49

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Ziygmunt Bauman (1925)

sociólogo polonês, iniciou sua carreira na Universidade de Varsóvia, onde ocupou a cátedra de sociologia geral. Teve artigos e livros censurados e em 1968 foi afastado da universidade. Logo em seguida emigrou da Polônia, reconstruindo sua carreira no Canadá, Estados Unidos e Austrália, até chegar a Grã-Bretanha, onde em 1971 se tornou professor titular de sociologia da Universidade de Leeds, cargo que ocupou por vinte anos. Responsável por uma prodigiosa produção intelectual, recebeu os prêmios Amalfi, em 1989 (por sua obra Modernidade e holocausto), e Adorno, em  1998. Atualmente é professor emérito das universidades de Leeds e de Varsóvia. Dentre as principais obras encontram-se: Modernidade e Holocausto, O mal-estar da pós-modernidade; Modernidade e ambivalência; globalização: as conseqüências humanas e Modernidade líquida.



Categoria: pensadores
Escrito por João Nunes da Silva às 10h26
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A noção de liquidez

 Encontramos em Bauman (2001), a noção de liquidez. Essa noção implica em perceber a sociedade baseada em processos e relações sociais fluidos. Significa que, com a dinâmica gerada pela industrialização, pela globalização e pelo consumismo, as pessoas, organizações ou grupos sociais passam a adotar uma conduta sempre mutável, de acordo com as novas demandas da sociedade e, consequentemente, novas configurações.

Se você refletir sobre a sua vida, as relações sociais com que você está envolvido(a): com a família, com as pessoas no trabalho, com alguma religião, com os amigos, com as pessoas do seu curso , entre outros, verá que durante boa parte do seu tempo você age em função da sociedade. Além do mais, perceba que a tendência da maioria das pessoas é buscar a melhor forma de resolver suas necessidades, seus conflitos e alcançar seus objetivos, a partir do que se apresenta mais “encantador” ou interessante.

Nesse contexto, a vida, em muitos casos, passa a ser ditada pelos sistemas ou elementos mais influentes e poderosos economicamente. Em outras palavras, as pessoas em geral seguem  valores, ideologia e noções estabelecidas pelos meios de comunicação de massa. Desta feita, não é por acaso que as propagandas de um corpo perfeito, de um carro de luxo, da roupa da moda, entre outras, são fundamentadas no potencial e na noção de que cada um deve ser o melhor, o mais elegante, o mais famoso e interessante. O melhor, por sua vez, é aquilo que é perpassado pelos meios de comunicação, através de filmes, novelas, programas de entretenimento, além das diversas peças publicitárias.

Bauman critica a visão totalitária da história quando afirma que, ao entrarmos no mundo da modernidade fluida, devemos abandonar toda esperança de totalidade, tanto futura como passada. A idéia de totalidade diz respeito a percepção de que na vida as coisas são sempre as mesmas, de modo que são sólidas ao longo do tempo,o que permite ter uma forma de controlar de maneira eficiente.

Nas sociedades não industrializadas quase tudo acontece de maneira muito simples e natural e não há uma cobrança de que você tem que ser  sempre o melhor; não há uma vida baseada no mercado, pois não há espaço nem necessidades para tanto. À medida que a sociedade vai se industrializando, o mercado vai tomando cada vez mais espaço na vida das pessoas, de maneira a influenciar nas relações e comportamentos sociais.

A relação consumista que se estabelece neste momento do capitalismo é ampla e atinge toda subjetividade humana, a crença de que podemos comprar tudo. Tendo a imagem como um valor, busca-se adquirir um corpo perfeito, assim como um carro e a possibilidade de viajar embora não se saiba os fins, em lugar da certeza tradicional de não saber os meios.

A compulsão no consumo exacerbado é criada pelo apelo dos meios de comunicação que atingem o desejo através da sedução, gerando um vazio e sensação de nunca estar satisfeito. Nesse tipo de sociedade, o homem deve estar sempre suprindo-se das necessidades que o mercado lhe impõe. Comprar transforma-se num ritual de exorcismo estabelecendo então uma relação viciosa de busca constante e fluida dos valores e comportamentos.

Como afirma Alain Touraine in Bauman (2001, p. 29), “chegou o fim da definição do ser humano como um ser social, definido por seu lugar na sociedade, que determina o seu comportamento e ações”.

 



Escrito por João Nunes da Silva às 10h23
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Neoliberalismo

Para conceituar neoliberalismo é necessário saber o que significa antes o liberalismo. Este surgiu com a ascensão da burguesia ao poder, a partir da revolução francesa, em 1789. Liberalismo diz respeito a liberdade total do comercio, como defendiam os burgueses, a partir do final do feudalismo. Os liberalistas, além da liberdade econômica, visavam a liberdade política, a liberdade de idéias e o fim de toda a tradição da sociedade feudal e também do Estado absolutista, cujo poder maior cabia aos reis e ao clero, na primeira forma de Estado Moderno.

Aos poucos se percebeu que o liberalismo não era tão bom assim, uma vez que a idéia de livre mercado não atendia às necessidades da maioria da população, além de que, com a primeira e segunda Guerra Mundial, o capitalismo se viu cambaleante, frente aos desafios políticos e econômicos. Além disso, os idéias socialistas se mostravam cada vez mais fortes e justificáveis, uma vez que o capitalismo se baseava no lucro máximo, em detrimento da maioria.

O neoliberalismo surge como uma nova forma de liberalismo, uma nova roupagem do  capitalismo; daí o prefixo neo (nova).Essa doutrina  nasceu com a escola dom pensamento econômico surgida a partir da II Guerra mundial, tendo como principais teóricos nomes como: Friedrich Von Hayek, a partir de sua obra O caminho da servidão, de 1944, que acusava  todos os tipos de intervencionismo estatal na economia de conduzirem ao totalitarismo. Outros teóricos neoliberal são Milton Friedman, um dos inspiradores da escola monetarista, e Ludwig von Mises, que na sua obra  A economia mundial (1922) desenvolve a idéia de que o socialismo não pode ser bem sucedido em paises industrializados, tendo em vista a inexistência de mercado para bens de capital e ausência de sistema de preços, entre outros (Oliveira, Claudia Regina, in Teske (1999, p. 117)

Os neoliberais se opõem fortemente ao marxismo e ao keynesianismo que defendiam o Estado como força propulsora da economia e do bem-estar social, e a todas as formas de planificação econômica ou controle macroeconômico. Na visão neoliberal, para resolver os problemas  da sociedade, é importante e o fim do Estado de bem-estar social. Assim, cabe ao Estado apenas criar condições para dar continuidade ao capitalismo, deixando a iniciativa privada a solução dos problemas. Ocorre, na verdade, que esse modelo não põe  fim as contradições e problemas sociais gritantes, frutos da concentração de rendas e de políticas de exclusão social, como demonstra a realidade dos paises do terceiro mundo.

O neoliberalismo ganhou força com a crise do petróleo, ocorrida de 1973-75, o fim da União Soviética e a instabilidade econômica instalada nos paises capitalistas no final da década de 80. Os principais mentores do neoliberalismo foram Margarfeth Tacher ( Inglaterra) e Ronaldo Reagan (EUA). As políticas neoliberais colocada em práticas, a principio, foram iniciadas na América Latina governo chileno de Pinochet, na Argentina, com Carlos Menen (1989), na Venezuela, com Carlos Perez (1989), Fujimori no Peru (1990), além de Fernando Collor (1990) e Fernando Henrique (1994), no Brasil.

As experiências neoliberais acentuam as contradições sociais e facilitam as grandes corporações e grupos econômicos a se instalarem nos paises subdesenvolvidos, provocando evasão de divisas e vários problemas sociais como: fome, desemprego, violência, dentre outros. O lema do modelo neoliberal é a flexibilização do trabalho o que, em outras palavras, significa a desvalorização do trabalhador nos diversos setores da economia.

Um dos fatores de distância entre o neoliberalismo do liberalismo está no fato de que o liberalismo econômico surge como resultado do período pré-capitalista, quando se inicia a acumulação de capital, já o neoliberalismo luta contra a influência que os sindicatos poderiam estar exercendo sobre o capitalismo.

As duas últimas décadas do século XX foram precisas para que o capitalismo iniciasse uma ofensiva e desestabilizasse o modelo de sindicato construído pelas lutas operarias do século XIX. Mas para quebrar a espinha dorsal dos sindicatos os gestores desse capitalismo neoliberal fomentam no Estado, nas empresas, e nos diversos setores da sociedade uma reeducação para o novo mundo do trabalho.

Para alcançar essa meta, legislações foram modificadas e novas regras foram geradas para dar sustentação legal ao projeto neoliberal. Assim como muitos países diminuíram o tamanho do Estado, descentralizando para a instancias menores o poder decisório sem haver em contra partida a formação de quadros novos que pudessem realizar tal atividade, muitas vezes terceirizadas ou simplesmente privatizadas independente de sua importância estratégia para a manutenção do Estado. Temos agora a minimização do Estado e a perda das garantias sociais que a sociedade construiu ao longo de gerações, embora o Estado continue um forte aliado dos interesses econômicos financeiros.



Escrito por João Nunes da Silva às 10h16

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Gobalização

Esse termo já carrega consigo a noção de globo, isto é, que  é um fenômeno que envolve todo o nosso planeta. Globalização se refere à aproximação das distâncias ou, de  outra maneira, significa que as economias, a politica e as culturas, de certa maneira, estão interligadas. Quando as pessoas falam em globalização, geralmente, estão se referindo ao mercado, onde tudo pode ser comercializado como se a distancia entre os países não existisse.

Se você tomar como exemplo a produção e venda de sapatos, numa cidade, por mais simples que seja, mas se os produtores de sapatos de uma cidade possuem algum contato com comerciantes da Europa e firmam um acordo de fornecimento de mil pares de sapatos, por exemplo, por um determinado,  período, perceba que há uma situação que se pode chamar de globalização, uma vez que de locais mais distantes é possível a comercialização entre empresas. A facilidade das comunicações, o uso da internet, telefones, por exemplo, facilitaram o processo de globalização.

Segundo Giddens a globalização pode ser assim explicada: A intensificação das relações  sociais em escala mundial que liga  localidades distantes de tal maneira, que acontecimentos locais são modelados por eventos, ocorrendo a muitas milhares de distancia e vice-versa (1990).

Observe que  o autor se refere à intensificação das relações sociais, mesmo com as distâncias físicas. Giddens nos apresenta uma clara definição de globalização, mostrando-nos que a tendência com esse fenômeno é a circularidade rápida das relações sociais. É certo que o termo é bastante evidenciado quando se fala em comercio, todavia, as culturas, a políticas e o comportamento das pessoas e dos grupos ou organizações sofrem alterações também com a globalização.

 

Na opinião de Bauman (1999), a globalização não tem trazido tantas vantagens para as pessoas em geral, especialmente para as que residem nos paises subdesenvolvidos. Na análise desse sociólogo polonês, a globalização, disseminada através  das megaempresas dos grandes proprietários dos meios de produção, que  se tornam, cada vez mais ausentes, provoca efeitos complexos e contraditórios, uma vez que só aumenta o numero de excluídos e de miseráveis pelas políticas econômicas concentradoras da renda, monitorados a partir dos centros hegemonicos.

Nas palavras de Bauman (1999, p.8):

A globalização tanto divide como une; divide enquanto une – e as causas da divisão são idênticas as que promovem a uniformidade do globo. Junto com as dimensões planetárias dos negócios, das finanças, do comércio e do fluxo de informação, é colocado em movimento um processo “localizador”, de fixação no espaço. Conjuntamente, os dois processos intimamente relacionados diferenciam-se  nitidamente as condições existenciais de populações inteiras e de vários segmentos de cada população. O que para alguns parece globalização, para outros significa localização; o que para alguns é sinal de liberdade, para muitos outros é um destino indesejado e cruel.

         O texto acima citado deixa claro, na visão de Bauman, que a globalização apresenta uma contradição cruel, unindo, de certa forma, os paises, mas sedimentando a desigualdade e, evidentemente, as injustiças proporcionadas por um modelo econômico que beneficia apenas os que já possuem muita riqueza.

 

 



Escrito por João Nunes da Silva às 10h02

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Sobre a pós-graduação em metodologias e linguagens em EAD

O curso de Pós-graduação em metodologias e linguagens em EAD, da Fundação Universidade do Tocantins constitui-se num importante espaço de discussão sobre a comunicação e sua relação com a EAD. Vale ressaltar que as teorias da comunicação, estudadas em diversas disciplinas do Curso, tem proporcionado reflexões e debates em torno da Comunicação como um espaço fundamental de influencia na sociedade. A partir do que a turma pôde estudar e vivenciar destaca-se os seguintes pontos: a) a estética e sua relação com a educação,  b)a ideologia e a comunicação, c) a questão da recepção.

A Estética é um dos aspectos relevantes na educação e na comunicação. Através da estética é possível perceber como os valores, a ideologia estão implícitos no que diz respeito aos processos socioeducativos. Por seu turno, a comunicação está intrinsecamente relacionada  com a estética.

A ideologia é também um aspecto que está presente o tempo todo em todas as formas de educação e de comunicação. É imprescindível saber que tudo o que as pessoas, grupos e organizações sociais fazem, carrega consigo um conteúdo ideológico. Portanto, nenhuma forma de educação, por exemplo, é inocente ou ingênua, especialmente porque o ato educativo consiste em provocar algum retorno em relação ao outro. Isto pode ser no sentido de conservar ou mudar uma determinada realidade ou situação. É por isso que se  fala em educação tradicional e educação transformadora.

Segundo Paulo Freire, a educação acontece  de duas formas: bancária ou transformadora. A primeira se refere a uma forma de escola em que o aluno é um mero receptor de informações, de modo que somente o professor sabe e manda. A segunda se refere a uma escola que proporcione o questionamento, a reflexão e a criatividade.

Quanto à questão da recepção, esse tema está relacionado principalmente ao que se refere aos meios de  comunicação de massa. Muito se tem questionado sobre a influencia da mídia sobre as pessoas, especialmente quando se trata da maioria da população. Será que as pessoas em geral estão totalmente entregues ao que os meios de comunicação de massa passam? O povo, em geral recebe tudo, através do rádio e da TV, sem questionar nada?

Martin-Barbero critica o modelo mecânico pautado num tipo de comunicação em que o receptor é tido como um ponto de chegada. Desse modo, a informação já vem pronta para ser consumida. Nessa perspectiva, é importante lembrar como os programas de televisão, os jornais, por exemplo, levam ao telespectador uma infinidade de coisas ( noticias, acontecimentos, valores, idéias, etc), mas sem que esse possa participar de maneira ativa, questionadora e interativa.

Na América Latina a televisão e o rádio têm estado presentes constantemente nos diversos lares. A maioria desprovida de maiores recursos, no caso a classe trabalhadora, em razão de não terem condições financeiras para o lazer e o entretenimento, tem nos meios  de comunicação de massa, a oportunidade de  acesso mais fácil a filmes, noticias, programas de auditórios, dentre outros.

O tema da recepção é, sem dúvida, indispensável, quando  se trata de educação a distancia. Uma das principais perguntas que surgem é: como o aluno de EAD recebe as aulas? A partir de então, o professor de  EAD é impelido a pensar as diversas formas possíveis de fazer com que suas aulas não se  resumam apenas a um repasse de conteúdos, como se o aluno fosse um mero um elemento a receber  ou a acumular uma infinidade de informações. Pensar na EAD e na questão da recepção implica, primeiramente, em ter o aluno como um sujeito participante e não um mero receptor. Temos, portanto, um grande desafio a superar, que consiste em produzir uma aula de modo a possibilitar cada vez mais uma conduta critica e reflexiva por parte do aluno. Nesse sentido, é fundamental  ter um olhar da educação de forma que as leis do mercado não tenham  a primazia. Isto significa  ser comprometido com uma educação integral e não uma forma de educação onde o aluno passa a ser um objeto ou uma máquina. Em outros termos, significa numa educação que priorize o pensar, em vez de treinar para atender  aos interesses do mercado.



Escrito por João Nunes da Silva às 10h07
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Foucault e as relações de poder

Você já pensou sobre o que significa poder? Como se apresenta ou quais as formas de poder existente?O que é preciso para se ter  poder?. Qual a relação entre poder e saber?

Na concepção de  Foucault (1926-1984) o poder está presente em toda parte, em todas as relações sociais.  Para muitas pessoas, quando se refere ao poder, logo se pensa nas instâncias políticas: representante político, seja presidente, governador ou prefeito, ou até mesmo os representantes do legislativo. Em uma palavra, o Estado. Para Foucault o poder se faz presente nas mínimas relações sociais. Até mesmo entre duas pessoas o poder se faz presente.

            Foi demonstrando que o poder está em toda parte, principalmente nas mínimas relações sociais, que Foucault se tornou  influente, especialmente quando se analisa as relações sociais na sociedade atual. A partir das suas idéias a atenção de estudiosos   se voltou para as nuances, para as mínimas coisas do dia-a-dia, de modo que se  buscou  novas formas de compreensão da realidade social.A  noção de poder, a partir de Foucault, tem uma forte ligação também com o saber ou os saberes, como ele costumava se reportar. Da mesma forma que o poder, o saber também está em toda parte e não somente nas academias ou universidades em geral.

            Há, na verdade, na sua percepção, uma íntima relação entre saber e poder uma vez que, aquele que, em nossa sociedade, detém certo tipo de saber, detém  poder. Isso é perceptível nas diversas situações sociais. Na análise de Foucault, o saber  apresenta-se, por exemplo: no jurídico, no Estado, nas organizações, nos hospitais, nas prisões, no corpo, na disciplina, entre outros.

Os diferentes saberes se confrontam, se afirmam, controlam, reagem. Na sociedade moderna, onde predomina a força do capital, o saber constitui-se em uma forma de capitalização.



Escrito por joão Nunes da Silva às 20h40
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A sociologia de Michel Foucault

O pensamento de Michel Foucault(1926-1984) se faz influente pela sua característica particular em perceber o conhecimento, o saber  e o poder. As contribuições desse teórico  se mostram contrarias à interpretação em relação as concepções positivistas e marxistas e a pretensão positivista e determinista de análises sociológicas.

Na concepção de Foucault os modelos ou paradigmas  que se  pautam em padronização e determinismo ignoram as diversas realidades que  se apresentam, bem como, impedem a compreensão maior dos diversos fenômenos sociais.

Para Foucault, a sociedade moderna não é algo tão simples de se estudar, de modo que se basear em idéias e conceitos positivistas não são suficientes para se compreender a complexidade das relações sociais.

Você viu que o positivismo e o funcionalismo tem como referencia os modelos orgânicos na análise social, comparando as sociedade a um grande organismo vivo com suas partes interdependentes.

 A preocupação dos teóricos do positivismo, por exemplo, é realizar  uma análise objetiva da sociedade, isto é, quando tenta um método que seja possível compreender a sociedade e as causas dos fenômenos sociais, de forma neutra e objetiva. Com isso, resultou numa maneira bastante radical de perceber a sociedade.

Por meio de um estudo denominado arqueológico e partindo da problemática da constituição histórica dos saberes sobre os homens, Foucault tenta mostrar que, para se chegar ao conhecimento, não há um método universal. Produziu uma série de estudos que apontam para uma espécie de “genealogia do sujeito moderno”.



Categoria: pensadores
Escrito por joão Nunes da Silva às 20h34
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