Blog do João Nunes da Silva: refletindo com a Sociologia.
   


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Tortura e ditadura

Na folha de São Paulo de hoje, 12-08-2008, destaca-se uma importante reportagem acerca dos crimes cometidos pelos militares, na época da Ditadura, instalada de 1964 a 1985. Trata-se de uma discussão que já vem a muito tempo, que é a abertura dos arquivos da ditadura e a punição dos torturadores.

A tortura foi institucionalizada e praticada com todo o rigor pelos militares e por aqueles que a apoiavam  na época. Assim, nada mais justo do que discutir essa questão e colocá-la a limpo.

O Brasil é um país em que os crimes de tortura até hoje não tiveram  punição; é como se tudo o que fizeram: assassinatos, torturas, estupros, humilhações, desaparecimentos de presos políticos, não significasse nada. Como destacam os juízes que defendem a abertura e a discussão do caso, "Crimes de tortura não são crimes políticos e sim, crimes de lesa-humanidade."

É preciso que todos saibam o que fizeram os militares em nome da lei e da ordem, de modo que, para isso, é necessário urgentemente que os arquivos da ditadura sejam abertos.  O País não pode ser conivente com crimes contra os direitos humanos. Se  defendem a não discussão da questão, evidentemente que não se demonstram arrependimentos, isto é, aqueles que alardeiam contra essa discussão estão, na verdade, demonstrando o apoio a toda prática horrenda instituída pelos militares golpistas. Para ler a matéria, clique AQUI e aquí para ver mais nesse blog.



Escrito por João Nunes da Silva às 09h32

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burocracia e impessoalidade

A burocracia consiste numa forma de poder, de modo que, por seu intermédio se mantém os sistemas de dominação e de subordinação numa sociedade baseada na racionalidade industrial. Oxalá que a burocracia fosse de fato mais utilizada para prática do bem, de modo que todos pudessem viver com dignidade e sem medo de ser e de expressar suas idéias, angustias , decepções e sonhos.

A sociedade moderna está cada vez mais presa a racionalidade instrumental, a qual se evidencia nas diversas instituições e organizações sociais cujos interesses estão voltados para o prazer imediato, que se traduz na busca pelo lucro, no consumismo e na vulgarização dos valores básicos do ser humano (liberdade, vida, por exemplo).

 Igualmente, nega-se o ser humano como sujeito, isto é, em troca do seu mais íntimo ser, de sua subjetividade, tem-se este como objeto de uso e de exploração, o que , por sua vez, se mostra claramente nas relações de trabalho estabelecidas nas diversas instituições e organizações.

É por meio da burocracia que o sistema estabelecido cria suas raízes e se perpetua, o que se dá principalmente pela aplicação de modelos educacionais tradicionais, baseados numa metodologia totalmente voltada para construir nos indivíduos a ilusão de que estão aprendendo de fato algo que contribua para a sua liberdade e para a realização de seus sonhos.

Desde as primeiras fases de vida escolar até a universidade é dado prioridade a uma metodologia da negação do sujeito, especialmente quando o aluno é obrigado cursar disciplinas estritamente técnicas, o que não seria problema se contribuíssem de fato para o conhecimento que chamo verdadeiro, isto é, que possibilite na pessoa a capacidade de refletir, questionar e de criar a partir dos contextos sociais em que possam se encontrar. Tal educação que prioriza a técnica é tipicamente linear, cartesiana e positivista.

É triste quando percebemos em profissionais e estudantes universitários, até mesmo de especialização, mestrados ou doutorados, a incapacidade de refletir sobre determinados temas relacionados à política, a cultura e a sociedade. Vê-se unicamente uma preocupação com o fazer para ganhar, ou seja, para lucrar. Tornou-se lugar comum o uso de técnicas para isso ou para aquilo, o como fazer.

Qualquer tentativa de reflexão é tida como perda de tempo, de modo a não perceberem, por sua vez, que adotam um comportamento programado, vazio e carente de vida própria, o que, conseqüentemente refletem nas relações sociais. Vejo com bastante preocupação como são formados os profissionais, os quais são despejados no mercado sem a menor capacidade para pensar criticamente, problematizar e para buscar soluções em conjunto a partir de discussões à luz da filosofia, da sociologia e da antropologia.

O resultado concreto desta nefasta formação está nas relações de trabalho cada vez mais degradantes, desumanas e impessoais. Isto mesmo, predomina nas organizações empresariais, seja pública ou privada, a impessoalidade, ou melhor dizendo, a falta de vida própria, o que se revela nos comportamentos, especialmente quando impera o silêncio frente a determinadas injustiças, nas fofocas e na briga por algum lugar na hierarquia burocrática.

Diante de tal realidade, é de se perguntar: a quem interessa tal situação? quem se beneficia com essa sociedade impessoal,padronizada e acrítica? Evidentemente que a maioria sai no prejuízo, como se percebe na falta de educação critica e de qualidade, na pobreza cada vez mais escancarada, na corrupção e na busca de favores individuais, nos políticos desacreditados e na ambição pelo lucro e pelo consumo fáceis. Tudo isso não deixa de ser a negação humana.

Tal realidade se mostra ridícula, favorável aos poderosos economicamente, conseqüência concreta daquilo que a ditadura implantou por meio de suas práticas execráveis como as torturas, a censura e a implantação e de modelos tecnicistas de educação e de administração.



Escrito por João Nunes da Silva às 22h25

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como se criminaliza um movimento social

Se o trabalhador tem alguma coisa garantida na lei, é graças às lutas dos movimentos sociais, como é o caso do MST. A idéia de latifúndio, por exemplo, passou a integrar na lei a partir dos movimentos em torno da terra. Se os movimentos sociais, como o MST , fossem impedidos de existir por força da lei estaríamos, com certeza, admitindo a volta da ditadura. Quem sabe da historia não esquece, por exemplo, o AI 5, na época da ditadura, que impediu toda forma de organização popular, além de institucionalizar as práticas de tortura. Veja a entrevista do promotor que defende o fim do MST e faça seus comentários.

 



Escrito por João Nunes da Silva às 21h35
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Paulo Freire

                       

Paulo Freire Nasceu em Recife em 1921 e faleceu em 1997. Escritor e debatedor, além de militante em favor das causas populares. Freire é considerado um dos grandes pedagogos da atualidade e respeitado mundialmente. Em uma pesquisa no Altavista encontramos um número maior de textos escritos em outras línguas sobre ele, do que em nossa própria língua.

O seu maior legado foi ter criado um método próprio de alfabetização de adultos, que recebeu o seu nome. Trata-se de uma metodologia critica voltada para a realidade na qual o alfabetizando se encontra. Considerava-, portanto, que não faz sentido uma escola desvinculada da realidade, a qual ignora totalmente todo o saber, a historia e acultura dos educandos.

Para esse sociólogo,

 

O movimento para a liberdade, deve surgir e partir dos próprios oprimidos, e a pedagogia decorrente será " aquela que tem que ser forjada com ele e não para ele, enquanto homens ou povos, na luta incessante de recuperação de sua humanidade". Vê-se que não é suficiente que o oprimido tenha consciência crítica da opressão, mas, que se disponha a transformar essa realidade; trata-se de um trabalho de conscientização e politização. A pedagogia do dominante é fundamentada em uma concepção bancária de educação, (predomina o discurso e a prática, na qual, quem é o sujeito da educação é o educador, sendo os educandos, como vasilhas a serem enchidas.

 

Paulo Freire percebia a sociedade dividida em classes, cujo sistema educacional formal é estruturado para reproduzir as desigualdades sociais.daí sua preuocupação em uma “pedagogia libertadora”.

Obras

A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 1961.
Conscientização e alfabetização: uma nova visão do processo. Estudos Universitários – Revista de Cultura da Universidade do Recife. Número 4, 1963: 5-22.
Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967.
Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1970.
Educação e mudança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1979.
A importância do ato de ler em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora, 1982.
A educação na cidade. São Paulo: Cortez Editora, 1991.
Pedagogia da esperança. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1992.
Política e educação. São Paulo: Cortez Editora, 1993.
Cartas a Cristina. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1974.
À sombra desta mangueira. São Paulo: Editora Olho d’Água, 1995.
Pedagogia da autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1997.
Mudar é difícil, mas é possível (Palestra proferida no SESI de Pernambuco). Recife: CNI/SESI, 1997-b.
Pedagogia da indignação. São Paulo: UNESP, 2000.
Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez Editora, 2001.



Categoria: sociólogos brasileiros
Escrito por João Nunes da Silva às 11h48
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Octávio Ianni

                       

Octavio Ianni (Itu, 1926 — São Paulo, 4 de abril de 2004) foi um sociólogo brasileiro.

Graduado na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP) em Ciências Sociais onde fez também o mestrado e doutorado, foi um dos fundadores do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). Aposentado compulsoriamente, teve seus direitos políticos cassados pelo AI-5 em 1969. Somente voltou a lecionar no Brasil em 1977 na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Exerceu sua profissão também no México, Estados Unidos, Espanha e Itália.

Faleceu de câncer em São Paulo aos 77 anos no dia 04 de Abril de 2004.

Foi um dos importantes sociólogos do Brasil, tendo contribuido significativamente com seus estudos sobre a realidade brasileira, globalização, Estado, entre outros temas.

Obras

·         Cor e mobilidade social em Florianópolis, 1960 (em colaboração) ·         Homem e sociedade, 1961 ·         Metamorfoses do escravo, 1962 ·         Industrialização e desenvolvimento social no Brasil, 1963 ·         Política e revolução social no Brasil, 1965 ·         Estado e capitalismo no Brasil, 1965

·         O colapso do populismo no Brasil, 1968 ·         Estado e Planejamento Econômico no Brasil, 1971 ·         A formação do Estado populista na América Latina, 1975  ·         Imperialismo e cultura, 1976 ·         Escravidão e racismo, 1978 ·         A ditadura do grande capital, 1981 ·         Revolução e cultura, 1983

·         Classe e nação, 1986 ·         Dialética e capitalismo, 1987 ·         Ensaios de sociologia da cultura, 1991 ·         A sociedade global, 1992 ·         Teorias da Globalização, 1996



Categoria: sociólogos brasileiros
Escrito por João Nunes da Silva às 10h56
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Sociologia e Filosofia nas escolas

Na última segunda feira, 02 de junho de 2008, o presidente Luis Inácio Lula da Silva sancionou a lei que torna obrigatória a Sociologia e a Filosofia no ensino médio. As referidas disciplinas foram banidas das escolas desde 1971, pelo governo da Ditadura Militar. Desde então, tem sido intensiva a luta de sociólogos e filósofos para que essas disciplinas retornassem às escolas. Agora é Lei, a Sociologia e a filosofia são obrigatórias no ensino médio.

É importante que todos saibam as razões que levaram os militares retirarem as duas disciplinas. Na verdade, a Sociologia e a Filosofiaa são fundamentais para todos os estudantes, especialmente por se caracterizarem por estimular o senso crítico, a discussão, e a reflexão sobre as diferentes questões da sociedade. Por isso, essas disciplinas não eram tidas com bons olhos pelos militares, tendo em vista que precisavam de pessoas capachas, submissa, afáveis aos interesses e manipulações da elite que se beneficiava da miséria da maioria da população.

A sociologia e a Filosofia eram vistas como perigosas isto mesmo, como “coisa de comunistas”, pelo fato de favorecerem ambientes e espaços para discussões e reflexões acerca dos diversos problemas do Brasil, como: a pobreza, a exclusão, a ditadura, a miséria, a falta de condições de saúde, educação e moradia dignas, a violência, entre outros.

Com a retirada da Sociologia e da Filosofia das escolas, os militares impuseram a Educação Moral e Cívica e OSPB – Organização Social Política do Brasil, disciplinas estas de cunho patriótico, que não ofereciam espaços para teorias críticas e, conseqüentemente, oportunidade para contextualizar com a realidade brasileira.

Agora, fazem-se necessários professores qualificados, formados em ciências sociais, com habilitação para ensinar a ambas as disciplinas nas escolas. Igualmente, vale ressaltar que não se trata de mais uma disciplina simplesmente para preencher carga horária de professor, mas sim, é preciso um profissional com a qualificação e a competência exigida.

No Brasil existem várias faculdades e universidades que formam profissionais com bacharelado e licenciatura em ciências sociais, com condições para atuar nas diversas escolas, cito, por exemplo, a Universidade Federal da Paraíba – UFPB, a Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, a Universidade de São Paulo – USP, a Universidade Federal de Santa Catarina –UFSC, a Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, a Federal do Rio Grande do Norte, a Universidade de Brasília – UNB. Em suma, praticamente em todas as federais do país encontramos curso de Sociologia.

 No Tocantins a sua Universidade Federal – UFT, oferece o curso de ciências sociais no município de Tocantinópolis, no Bico do Papagaio, que habilita profissionais para ensinar Sociologia, Antropologia e política, 

Sem sombra de dúvidas, o retorno da Sociologia ao ensino médio é uma vitória de todos aqueles que acreditam num país melhor e que primam por uma educação crítica e de qualidade, o que não significa uma educação meramente técnica, como tem sido a tônica do ensino superior no Brasil.



Escrito por João Nunes da Silva às 21h38

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Gilberto Freyre

                       

Gilberto de Mello Freyre (1900 – 1987) nasceu em Recife – Penambuco. Filho de Alfredo Freyre, juiz e catedrático de Economia Política da Faculdade de Direito do Recife e de D. Francisca de Mello Freyre. Descendente de indígenas, espanhóis, portugueses e neerlandeses. Foi Sociologo, antropólogo, escritor e pintor.

Foi um dos sociólogos que deixou sua marca na analise da sociedade brasilieira. Assim como Raimundo Faoro, Fernando Azevedo, Sergio buarque de Holanda, Celso Furtado, entre outros, sua obra é indispensável para a compreensão da formação do Brasil e de suas contradições.

 A partir de sua principal obra: Casa grande e Senzala, imprimiu a idéia de que no Brasil não havia preconceito, tendo em vista que negros, brancos e índios convivem pacificamente. Essa sua posição foi fortemente questionada por sociólogos como Florestan Fernandes e seus seguidores: Fernando Henrique Cardoso, Octávio Ianni, entre outros, os quais passaram a chamar tal idéia de mito da democracia racial no Brasil, uma vez que a realidade tem demonstrado cada vez mais como o preconceito se apresenta no nosso país, especialmente em relação aos afro-descendentes e aos índios. A prova concreta é que a maioria dos negros e índios ainda sofrem pela falta de oportunidades de trabalho, salarios baixos, discriminação e varias formas de humilhação e de exploração.

Obras

·                    Casa-Grande & Senzala, 1933.

·                    Sobrados e Mucambos, 1936.

·                    Nordeste (livro), 1937.

·                    Assucar, 1939.

·                    Olinda, 1939.

·                    O mundo que o português criou, 1940.

·                    A história de um engenheiro francês no Brasil,1941.

·                    Problemas brasileiros de antropologia, 1943.

·                    Sociologia, 1945.

·                    Interpretação do Brasil, 1947.

·                    Ingeleses no Brasil, 1948.

·                    Ordem e Progresso, 1957.

·                    O Recife sim, Recife não, 1960.

·                    Brasis, Brasil e Brasília, 1968.

·                    O brasileiro entre os outros hispanos, 1975.



Categoria: sociólogos brasileiros
Escrito por João Nunes da Silva às 20h47
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Fernando Azevedo

                       

Fernando Azevedo (1894-1974) foi um dos grandes estudiosos brasileiros. Sua atenção esteve voltada para a cultura e pra a educação. Uma das suas contribuições foi a participação no "Manifesto dos pioneiros da educação", juntamente com outros teóricos como:Anísio Teixeira e Lourenço Filho.

Sua principal obra intitula-se A cultura brasileira. Veja a seguir principais aspectos da historia de vida desse sociólogo.

Desenvolveu a primeira e vasta pesquisa sobre a situação da educação em São Paulo. Foi integrante do movimento reformador da educação pública, da década de 20, que ganhou o país e foi impulsionado pela Associação Brasileira de Educação, fundada em 1924.

Entre 1927 e 1930, promoveu ampla reforma educacional no Rio de Janeiro, capital da República, animada pela proposta de extensão do ensino a todas as crianças em idade escolar; articulação de todos os níveis e modalidades de ensino - primário, técnico profissional e normal; e adaptação da escola ao meio-urbano, rural e marítimo. Fundou a Biblioteca Pedagógica Brasileira e em 1932, redigiu e lançou, junto com outros 25 educadores e intelectuais, o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Como diretor-geral, promulgou o Código de Educação do Estado de São Paulo (1934) e participou da fundação da Universidade de São Paulo. Visto como um intelectual de "centro", foi durante sua vida se transformando em um intelectual extremamente crítico quanto ao papel da escola, entendendo-a em 1954 como instrumento de manutenção do status quo. Morreu em São Paulo, em 1974.

Obras:

Da educação física, seguido de Antinous Estudo de cultura atlética e a evolução do esporte no Brasil (1920); No tempo de Petrônio (1923); Ensaios (1924); Jardins de Salústio À margem da vida e dos livros, ensaios (1924); Páginas latinas, ensaios (1927); Máscaras e retratos Estudos críticos e literários sobre escritores e poetas do Brasil (1929); A reconstrução educacional no Brasil (1932); A educação na encruzilhada Problemas e discussões. Inquérito para O Estado de S. Paulo (1926); Novos caminhos e novos fins A nova política da educação no Brasil (1935); A educação e seus problemas, 2 vols. (1937); Princípios de sociologia, 8a ed. (1958); Sociologia educacional, 5a ed. (1958); Canaviais e engenhos na vida política do Brasil Ensaio sociológico sobre o elemento político na civilização do açúcar (1948); Um trem corre para o oeste Estudo sobre a Noroeste do Brasil e seu papel no sistema de viação nacional, 2a ed. (1958); A cultura brasileira, 3 vols. (1943); Na batalha do humanismo Aspirações, problemas e perspectivas, 2a ed. (1958); A educação entre dois mundos Problemas, perspectivas e orientações (1958); Figuras do meu convívio, ensaios (1961); A cidade e o campo na civilização industrial e Outros ensaios (1962); História da minha vida, memórias (1971)”.

Para saber mais sobre esse clássico da sociologia brasileira, clique aqui.



Categoria: sociólogos brasileiros
Escrito por João Nunes da Silva às 09h33
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Florestan Fernandes

                       

É, sem dúvida, um dos sociólogos mais influentes do Brasil. Sua dedicação aos estudos sociológicos contribuiu para a consolidação dessa ciência, assim como os trabalhos de Manheim,  com quem exerceu parceria, no que diz respeito ao campo da Sociologia. Conforme destaca Dias (2005, p. 29) “como expoente da sociologia crítica no Brasil, Florestan Fernandes (1920-1995) se destacou na elaboração teórica”.

 Considerado como fundador e principal representante dessa corrente no país, é, também visto como o mais importante sociólogo brasileiro. As principais obras desse estudioso são: Fundamentos empíricos da explicação sociológica (1959), Ensaios de sociologia geral e aplicada (1960), Mudanças sociais no Brasil (1974), A sociologia no Brasil (1977), A natureza sociológica da Sociologia (1980), Poder e contra-poder na América Latina (1981).

Além de seu trabalho como professor e pesquisador Florestan ainda foi político e ardoroso defensor da democracia, tendo dedicado boa parte de sua vida na luta contra a ditadura militar.



Categoria: sociólogos brasileiros
Escrito por João Nunes da Silva às 00h05
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Sobre Nietsche

 

                         

Hoje tive a oportunidade de voltar ao pensamento de Nietzsche, havia tempo que tinha discutido com alguém, no bom sentido da palavra, evidentemente, sobre esse grande teórico. Tal oportunidade se deu junto com a minha filha, que faz Comunicação Social na Universidade Federal do Tocantins.

 O motivo dessa história é que ela vai apresentar um trabalho de Filosofia sobre o Nietzsche. Sua pergunta central foi a seguinte: qual a idéia do Nietzsche?. Isso mesmo, o que esse teórico tem a nos ensinar? Lembrei, então das minhas leituras sobre esse pensador, especialmente quando fazia o mestrado e tive um professor que era verdadeiramente obcecado pelas idéias de Nietzsche.

A primeira coisa que me veio a cabeça foi que as idéias desse teórico são bastante criticas ao pensamento ocidental, especialmente no que diz respeito à moral, ao cristianismo e a toda a forma de fraqueza supervalorizada